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Les Amandiers - Jovens Para Sempre

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Comédia Dramática 126 min 2022 M/14 11/09/2025 ITA, FRA

Título Original

Sinopse

No final dos anos 1980, um grupo de actores entra na escola do Théâtre Nanterre-Amandiers, nos subúrbios de Paris, que tinha sido fundada por Patrice Chéreau (1944-2013). Esta comédia dramática semi-autobiográfica co-escrita e realizada por Valeria Bruni Tedeschi, que é também actriz e que não só andou nessa escola como se estreou no cinema em 1985 num filme de Chéreau, mostra-os a navegarem essa educação num mundo em mudança. Esteve em competição pela Palma de Ouro na edição de 2022 do Festival de Cinema de Cannes, onde, um ano antes, tinha estado como actriz no também nomeado “A Fractura”, de Catherine Corsini. Com Nadia Tereszkiewicz, Sofiane Bennacer, Louis Garrel (no papel de Chéreau), Micha Lescot, Clara Bretheau e Vassili Schneider. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Os actores, a bela preocupação de Valeria Bruni-Tedeschi

Luís Miguel Oliveira

Jovens para Sempre é sobre a aprendizagem e sobre uma comunidade. Há uma mistura de candura e violência emocional que se mantém, sempre a ser remodelada, ao longo de todo o filme.

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Críticas dos leitores

Les Amandiers

Fernando Oliveira

Les Amandiers é o nome de um Teatro situado em Nanterre nos subúrbios de Paris, a partir de 1982 foi dirigido por Patrice Chéreau que, por essa altura, criou nele uma escola de actores. Foi lá que Valeria Bruni Tedeschi (que também sendo realizadora tem uma carreira enorme como actriz) estudou e acredito que o argumento do filme (co-escrito pela realizadora e pelas actrizes Noémie Lvovsky, Caroline Deruas e Agnès de Sacy) irá buscar muitas das histórias que lá viveu enquanto jovem actriz a frequentar a escola.

É portanto um filme sobre o processo de aprendizagem, as ilusões e as desilusões que vão construindo, destruindo e reconstruindo uma ideia de comunidade, pôr à prova as amizades e os amores; um processo doloroso e destrutivo aonde vão aprender que representar é uma troca entre a vida e a representação, levam-se coisas de um lado para o outro e o contrário, que representar no teatro é sempre exagerar a realidade e é por isso um acto violento. Esta violência sufoca, mas elas também estão no filme, a alegria e a rebeldia juvenil, os momentos de descoberta (o tempo em Nova Iorque no Actor's Studio), um balancear onde a realizadora se sabe equilibrar muito bem.

Também por esta altura a sombra da morte enegrecia tudo: eram os anos em que o SIDA se espalhava um pouco sem controlo e neste meio a troca de parceiros no sexo era coisa habitual, a droga também. O medo retorcia por dentro e angustiava aqueles jovens. E quem vive sob a sombra da morte tende a “saltar em frente”, sem temer as consequências. A tragédia bate à porta. São muito bem “desenhados” os ares desse tempo: fuma-se em todo o lado, uma notícia sobre Chernobyl, a forma como alunos e professores se relacionam, há quantos anos não ouvia eu o “Popcorn” (a canção não vale nada, mas na época dançava-se muito nas discotecas).

Os actores estão muito bem: Nadia Tereszkiewicz é magnífica numa Stella emocionalmente excessiva, Louis Garrel leva Patrice Chéreau para um lugar bem escuro. Conclui como um filme sobre o fim da inocência, aquele momento em que as nossas ações deixam de ser inconsequentes, naquele momento em que a vida adulta choca connosco, quando as nossas escolhas passam a definir quem iremos ser.

Um escape? Talvez o exagero da representação, o sublimar das emoções. Afinal representamos durante quase toda a vida. Um belo filme. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")

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