Organizada em colaboração com o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho, esta sessão marca o lançamento de um debate público em que a Cinemateca propõe a criação de uma plataforma de investigação continuada sobre a sua coleção colonial. Ao campo cinematográfico de afirmação propagandista do Lusotropicalismo, em obras como “Le Portugal D’outre Mer Dans Le Monde D’aujourd’hui”, opõe-se aqui o contracampo de filmes de resistência como “Caminhos Para a Angústia”, que aborda o Massacre de Sharpeville, e “Monangambée”, que fixa o desconhecimento da cultura africana e a brutalidade da polícia portuguesa. “Um Safari Fotográfico Nas Coutadas da Safrique” mostra como o Estado Novo se quis impor, através da promoção turística das colónias, como “paraíso perdido”. Após a projeção, Maria do Carmo Piçarra, Sofia Sampaio e Paulo Cunha abordarão a política colonial do Estado Novo tal como imaginada no cinema de propaganda, as reações a essa política em filmes de resistência, e, finalmente, o que ficou “fora de campo”. Joana Pimentel fará uma breve apresentação da coleção colonial entendida em sentido lato. Os primeiros dois títulos são apresentados em cópias vídeo. Cinemateca Portuguesa