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Her Private Hell

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Terror 109 min 2026 M/16 30/07/2026 GB, DIN, EUA

Título Original

Numa cidade futurista, uma neblina cobre tudo. Um jovem actriz filma uma história de ficção científica e um soldado americano parte em busca da filha, que desapareceu. Estes dois acabam por se juntar neste filme do dinamarquês Nicolas Winding Refn ("Pusher", "Bronson", "Drive", "O Demónio de Neon") com Charles Melton, Sophia Thatcher, Havana Rose Liu, Dougray Scott, Diego Calva ou Hidetoshi Nishijima. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Her Private Hell — Viagem ao Inferno: muito barulho por nada

Jorge Mourinha

Nicolas Winding Refn continua a ver os filmes certos e a não aprender nada com eles: a sua primeira longa em dez anos é uma fachada de encher o olho a mascarar o vazio absoluto.

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Críticas dos leitores

2 estrelas

José Miguel Costa

Os filmes do Nicolas Winding Refn, cada vez mais, assemelham-se a uma "lour@ burr@", com uma vistosa embalagem exterior, mas oc@ de cabecinha (e perdoem-me a utilização abusiva deste estereótipo idiota/injustificado, todavia, não me ocorreu uma outra comparação do senso comum que conseguisse dar mais ênfase ao sentimento que nutro pelas recentes obras realizadas - e, igualmente escritas - pelo dinamarquês).

Apesar disso, continuo a rumar religiosamente até à sala de cinema a cada novo lançamento do dito cujo, na esperança (vã) de que venha a brindar-nos com um novo "Drive" (infelizmente, tal ainda não se verificou com o seu mais recente "Her Private Hell").

Verdade que continua a encantar com as suas imagens estilizadas de cores saturadas (embora, até neste aspecto, tenha exagerado, pois estica o seu virtuosismo técnico ao limite, de um modo quase masturbatório), mas nada que compense o massacre a que nos submete (em lume brando) com o psicótico e vazio enredo (se é que tal efectivamente existe neste ... thriller sci-fi?).

De acordo com a sinopse que acompanha a promoção do filme (ambientado numa cidade retro-futurista envolta por uma estranha penumbra) existem duas narrativas sobrepostas (sozinho, sem a devida explicação, não teria "chegado lá "): "Elle (Sophie Thatcher) mantém uma relação platónica com a madrasta na ausência de um pai com o qual tem uma ligação complexa; e a do Soldado K (Charles Melton), um americano no Japão que vai procurar a filha raptada ao inferno".

Em determinado momento, estes interligam-se devido à existência de um monstro (ou deus?), o Homem de Cabedal, que estripa mulheres jovens. Quase patética esta sua insistência em transformar-se no David Lynch europeu (digo eu!), não passando de uma espécie de produto autoral manufacturado à venda na Feira de Carcavelos. @jcosta@gebalis.pt

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