Entre Ilhas

Votos do leitores
média de votos
Documentário 76 min 2021 M/12 30/06/2022

Título Original

Documentário produzido pela Cedro Plátano e realizado pela realizadora e antropóloga Amaya Sumpsi no âmbito do seu doutoramento em antropologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. “A bordo do cruzeiro Express Santorini, este filme percorre o arquipélago dos Açores, através de diários, imagens de arquivo e relatos de viajantes, de marinheiros e dos açorianos, centrados numa época em que o mar era um espaço comunitário e social significativo. Será que o mar aproxima, ou será que afasta?”. Texto: Cinemateca Portuguesa

Realizado por

Amaya Sumpsi

Críticas Ípsilon

Memória descritiva dos Açores

Jorge Mourinha

Um olhar simpático mas passageiro sobre os Açores, mais interessante pelas memórias que recorda do que pela forma que lhes dá.

Ler mais

Sessões

Críticas dos leitores

Paula Gonçalves

Adorei este filme, viajei no navio que o filme retrata em 2014 e essa experiência está muito bem retratada neste documentário.

Os relatos e as histórias que são contadas fazem-nos viajar dentro da sala de cinema para as ilhas.

Parabéns à autora por nos transportar para o arquipélago durante o filme.
5 estrelas! Não percam esta viagem aos Açores

Continuar a ler

Paula Gonçalves

Adorei este filme, viajei no navio que o filme retrata em 2014 e essa experiência está muito bem retratada neste documentário.

Os relatos e as histórias que são contadas fazem-nos viajar dentro da sala de cinema para as ilhas.

Parabéns à autora por nos transportar para o arquipélago durante o filme.
5 estrelas! Não percam esta viagem aos Açores

Continuar a ler

Maria Veloso

"Entre ilhas” é um retrato singular do arquipélago açoriano e das suas gentes. Contado na primeira pessoa, o retrato é antigo e, simultaneamente, contemporâneo. No meio está o mar, “a” rede exploratória de toda a narrativa.
A documentarista Amaya Sumpsi mergulha no arquivo e ressuscita vozes adormecidas no século passado. Velhas agendas dão conta do estado do tempo e do mar, acompanham as colheitas, as vacas no pasto, entre outras faces do quotidiano como a chegada e a partida dos Vapores. A travessia de barco é parte fundamental desta vivência que os locais batizam de dia de “São Vapor.” Na hora de ancorar, todos param. “Naquele dia ninguém fazia mais nada”, recordam. A chegada do barco era um acontecimento que trazia colorido ao isolamento próprio de quem habita no meio do Atlântico. Como sugere uma das personagens: “o movimento do mar e dos barcos nunca parava. Dia e noite.” Durante séculos os habitantes dos Açores tinham que realizar uma viagem para se movimentarem entre ilhas. A viagem era longa, a maior parte das vezes para o desconhecido. A viagem não era lúdica, como nos dias de hoje, viajava-se para ir ao médico, para estudar, combater no Ultramar e até para emigrar para os EUA. O passado e o presente alternam no ecrã. Ontem o glamour do paquete “Carvalho Araújo” ou do Ponta delgada, hoje os ferries de alta velocidade, para não falar dos aviões que rasgam o azul do céu. O mar o meio de ligação. O único. Levava e trazia pessoas, autocarros, legumes, frutas, animais, novidades e infortúnios. Ainda assim o mar era olhado com receio por muitos dos autóctones das ilhas que preferiam ficar em terra firme. Há outros, no entanto, que sem o mar sentiam “as guelras da alma secas”. O mar é motivo de choro e alegria, parte de uma roda dentada que provoca a engrenagem. O mar é tudo. Palco de sedução de um velho lobo do mar ou da iniciação sexual de rapazinhos. O mar cozinha todas estas recordações com um tempero nostálgico cheio de sal.

Continuar a ler

Maria Veloso

"Entre ilhas” é um retrato singular do arquipélago açoriano e das suas gentes. Contado na primeira pessoa, o retrato é antigo e, simultaneamente, contemporâneo. No meio está o mar, “a” rede exploratória de toda a narrativa.
A documentarista Amaya Sumpsi mergulha no arquivo e ressuscita vozes adormecidas no século passado. Velhas agendas dão conta do estado do tempo e do mar, acompanham as colheitas, as vacas no pasto, entre outras faces do quotidiano como a chegada e a partida dos Vapores. A travessia de barco é parte fundamental desta vivência que os locais batizam de dia de “São Vapor.” Na hora de ancorar, todos param. “Naquele dia ninguém fazia mais nada”, recordam. A chegada do barco era um acontecimento que trazia colorido ao isolamento próprio de quem habita no meio do Atlântico. Como sugere uma das personagens: “o movimento do mar e dos barcos nunca parava. Dia e noite.” Durante séculos os habitantes dos Açores tinham que realizar uma viagem para se movimentarem entre ilhas. A viagem era longa, a maior parte das vezes para o desconhecido. A viagem não era lúdica, como nos dias de hoje, viajava-se para ir ao médico, para estudar, combater no Ultramar e até para emigrar para os EUA. O passado e o presente alternam no ecrã. Ontem o glamour do paquete “Carvalho Araújo” ou do Ponta delgada, hoje os ferries de alta velocidade, para não falar dos aviões que rasgam o azul do céu. O mar o meio de ligação. O único. Levava e trazia pessoas, autocarros, legumes, frutas, animais, novidades e infortúnios. Ainda assim o mar era olhado com receio por muitos dos autóctones das ilhas que preferiam ficar em terra firme. Há outros, no entanto, que sem o mar sentiam “as guelras da alma secas”. O mar é motivo de choro e alegria, parte de uma roda dentada que provoca a engrenagem. O mar é tudo. Palco de sedução de um velho lobo do mar ou da iniciação sexual de rapazinhos. O mar cozinha todas estas recordações com um tempero nostálgico cheio de sal.

Continuar a ler

Envie-nos a sua crítica

Preencha todos os dados

Submissão feita com sucesso!