Encurralados

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Drama 106 min 2006 M/16 22/02/2007 EUA

Título Original

Half Nelson

Sinopse

Dan Dunne (Ryan Gosling) é um jovem professor que a cada dia que passa vê os seus ideais desvanecerem perante a realidade. Todos os dias ele tenta entusiasmar os seus alunos de 13 e 14 anos, rejeitando uma abordagem convencional e tentado fazê-los perceber como ocorrem as mudanças e que eles são capazes de pensar por eles próprios. Apesar de brilhante e dinâmico na sala de aula, Dan passa a maioria do tempo fora dela inconsciente. As suas desilusões tornaram-no toxicodependente, numa dependência cada vez mais grave. Ele balança entre as aulas e as ressacas, mas um dia é descoberto por Drey, uma das suas alunas. Apesar da diferença de idades e situações, daí nasce uma amizade cúmplice que transforma as suas vidas. "Half Nelson" ganhou os Prémios do Júri nos Festivais de Locarno e Deauville e Ryan Gosling foi nomeado para Melhor Actor nos Óscares. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

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Críticas dos leitores

O duro golpe da dualidade

Rita (http://cinerama.blogs.sapo.pt/)

Daniel Dunne (Ryan Gosling) dá aulas de História num liceu em Nova Iorque, motivando os seus alunos a pensarem sobre o processo de mudança histórica e os seus pontos de viragem, em vez de simplesmente memorizarem factos. Ele é também treinador de uma fraca equipa de basquetebol feminino, da qual faz parte Drey (uma belíssima prestação de Shareeka Epps), uma jovem de 12 anos a quem falta uma figura paternal. Mas Dunne é também viciado em crack. A sua vida parece estar num limbo de indefinição, onde se situa o seu projecto literário para crianças. Quando Drey descobre o segredo do seu professor, a admiração que sentia anteriormente começa a transformar-se em algo de mais humano. Esse momento marca o início de uma amizade pouco convencional. <BR/><BR/>“Half Nelson” é um retrato de um colapso emocional de alguém que, no meio das suas falhas e imperfeições, consegue encontrar uma motivação fora de si, ou apesar de si mesmo. Dunne sabe que não consegue salvar o mundo, mas ele quer fazer algo correcto por Drey - nomeadamente evitar que ela seja vítima do dealer do bairro (Anthony Mackie) -, porque isso é fazer algo por si mesmo. <BR/><BR/>As motivações de Dunne são sugeridas em dois breves momentos, um encontro com a sua ex-namorada e um jantar familiar. Como partes de uma mente instável, estes pedaços vão construindo uma personagem densa. E, numa inversão de papéis entre o protector e o protegido, Drey é a única pessoa que parece compreender quem Dunne é, para além da irresponsabilidade e da auto-destruição. <BR/><BR/>“Half Nelson” é uma comovente pérola sobre uma amizade construída em circunstâncias limite, cujo argumento, da autoria de Ryan Fleck e Anna Boden, foge às convenções e soluções fáceis ou moralistas. Aqui não se fala do mentor que inspira os seus pupilos, ou de triunfos ou momentos de revelação. Aqui estabelece-se uma relação íntima (no sentido de profunda) e equilibrada entre duas pessoas. Esta proximidade é credível devido, sobretudo, a uma gestão de ritmo que respeita o tempo de assimilação, e a diálogos tão naturais que soam a improvisação. <BR/><BR/>Ryan Gosling (“The United States of Leland”, “The Notebook”), reveste a sua interpretação de uma impressionante contenção e envolvência, colocando toda a sua vulnerabilidade num sorriso, todos os seus medos numa simples hesitação, e toda a decadência americana num penso-rápido colado a um lábio inferior. <BR/><BR/>Envolvido numa fantástica banda sonora, onde se destacam os Broken Social Scene, “Half Nelson” (golpe luta livre em que se imobiliza o adversário através de uma chave de braço) fala da dificuldade de aceitarmos a contradição dentro da unidade, que uma árvore possa estar torta e direita ao mesmo tempo, que seja forte e, simultaneamente, fraca, ou, de exigirmos que o ser humano seja bom ou mau, exclusivamente. Como é dito no filme “uma coisa não define um homem”. Tudo é mais complicado que isso. <BR/><BR/><BR/>7,5/10
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Para se ver...

FMMMetal

Bom filme, boas interpretações, mas dificilmente Ryan Gosling irá vencer na categoria de melhor actor, mas só o facto de ter sido nomeado já é o culminar duma carreira prometedora. Apesar da sua boa interpretação, as prestações de Leonardo Dicaprio e Forest Whitaker são arrebatadoras, também devido às personagens fortes que representam. Ainda nao vi Peter O'Toole em Venus. A ver vamos, se me engano.
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