Duelo na Montanha
Título Original
Man In The Saddle
Realizado por
Elenco
Sinopse
Críticas dos leitores
Duelo na montanha
Fernando Oliveira
Está lá muito daquilo que define o western clássico: dois homens em disputa por terra e pelo amor de uma mulher, duelos e coboiadas, a rotina dos velhos clássico do Cinema americano que contam, e criam, os mitos sobre a construção do país. Destaque para a figura marmórea interpretada por Randolph Scott, actor absolutamente minimalista mas ao mesmo tempo capaz do mais genuíno “desenho” daqueles homens solitários, imperturbáveis, que, parece, pouco querem saber dos outros, mas que depois são capazes de gestos de impressionante bondade.
Neste filme, a sua personagem desvia-se desse retrato: ele, Owen, é proprietário de um pequeno rancho, a mulher que sempre amou, Laurie, escolheu casar com o homem mais rico da região, Will, que também quer açambarcar as terras dos outros; há outra mulher, Nan, também proprietária, que é a melhor amiga de Leslie mas que ama Owen. E depois são as peripécias que daqui decorrem.
O filme, um dos muitos westerns que Randolph Scott fez com André de Toth antes dos prodigiosos sete filmes que depois faria com Budd Boetticher, tem a particularidade curiosa dos intensos diálogos entre as personagens masculinas e femininas sobre as relações amorosas, quando noutros westerns contemporâneos (Howard Hawks, por exemplo) era tudo mais sugestão “disfarçada” pelas imagens ou pelos diálogos. E se André de Toth foi sempre um realizador de produções “menores”, um tarefeiro de séries B, foi também um habilíssimo esteta, capaz de encher os seus filmes de uma dimensão lírica bastante impressionante.
Enfim, um daqueles filmes que não ficaram na História do Cinema, mas que não deixam de ser a argamassa também essencial para a construção desse “edifício”. (em "oceuoinfernoeodesejo.blogspot.com")
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