Divina Comédia
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Ver sessõesBahram Ark, que é também uma personagem real, é um realizador iraniano reconhecido pelo seu trabalho. Vítima de uma censura persistente e implacável do Governo, nenhuma das suas obras teve autorização para ser exibida no seu país. Determinado a mudar essa circunstância, decide ir contra o Ministério da Cultura e organizar uma exibição clandestina do seu mais recente filme. Mas, à medida que avança com o plano, Bahran vê-se perante as contradições entre o seu amor à arte e a própria segurança.
Uma comédia negra sobre censura e resistência no contexto actual do Irão, realizada por Ali Asgari, que escreve o argumento com Alireza Khatami e Bahman Ark. PÚBLICO
Sessões
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
18h40 -
Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
18h40 -
Cinema Ideal, Lisboa
15h
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
18h40 -
Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
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Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
18h40 -
Cinema Ideal, Lisboa
15h
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
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Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
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Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
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Cinema Ideal, Lisboa
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
18h40 -
Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
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Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
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Cinema Ideal, Lisboa
15h
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Cinemas Nos Amoreiras, Lisboa
18h40 -
Cinema Ideal, Lisboa
17h30
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 19h15
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 17h
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 17h
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Cinema Trindade, Porto
14h15, 17h15
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 19h30
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Cinema Trindade, Porto
16h30, 21h30
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 19h15
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 17h
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 17h
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Cinema Trindade, Porto
14h15, 17h15
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Cinema Trindade, Porto
14h30, 19h30
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Cinema Trindade, Porto
16h30, 21h30
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Críticas dos leitores
4 estrelas
José Miguel Costa
Bahram é um realizador iraniano de origem turca com 40 anos, reconhecido internacionalmente, alvo de censura continuada por parte do implacável regime teocrático que governa o país, que impede a emissão de licença para a distribuição dos seus filmes no circuito comercial, alegando para o efeito o facto deste teimar em utilizar nos mesmos a língua dos seus ascentrais (em detrimento do persa), bem como por explorar temáticas consideradas “pouco adequadas” (por ex, na sua mais recente obra não é vista com bons olhos a existência de um personagem canino – animal considerado impuro pelo islamismo) e ter por produtora (que também é sua namorada) uma infiel de cabelo pintado de azul.
Após ser notificado pelo Ministério da Cultura de mais uma “nega”, Bahram recusa-se a baixar os braços e enceta uma peregrinação por Teerão, montado numa vespa, em busca de eventuais contactos que lhe permitam contornar tal decisão e, por consequência, exibir a película proibida, de forma clandestina, em espaços privados.
Basicamente esta é a sinopse do filme “Divina Comédia” (realizado, co-escrito e interpretado por Ali Asgari, que encarna Bahram numa espécie de alter-ego de si próprio), uma hilariante e desconcertante tragicomédia impregnada de sátira social (exposta sob a forma de um refinado humor negro algo surrealista), que mistura ficção e realidade, sobre as rígidas/absurdas imposições impostas ao sector da cultura iraniano e as inerentes consequências infligidas àqueles que ousam “pisar os calos” do Sistema opressor (e fá-lo sem resvalar para o didatismo e/ou panfletarismo simples).
O (forte) impacto deste produto advém sobretudo da acidez delicada dos desconcertantes diálogos que o protagonista (um sui generis nerd com fracas competências de socialização que, como já vi descrito algures, nos apela para um mix de Nanni Moretti e Woddy Allen) vai tendo com sucessivos indivíduos (igualmente, marcadamente nonsense), captados exclusivamente através de longos planos com câmara fixa (conferindo-lhe uma aura quase documental). @jmikecosta
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