Em Março de 2011, John Galliano é despedido da casa Dior, na sequência da divulgação de um vídeo em que afirma amar Adolf Hitler. A Dior atribui a decisão ao "comportamento particularmente odioso e às declarações feitas por si". Em Abril de 2012, depois de muita especulação, o sucessor de Galliano é finalmente anunciado: o eleito para o cargo de director artístico da casa parisiense é o belga Raf Simons. Segundo a imprensa especializada, as negociações entre Simons e a Dior aconteciam há meses. A notícia é recebida com surpresa, dado o contraste do seu estilo minimalista e de vanguarda em relação ao tom excêntrico e barroco tão característico de Galliano. Aproveitando este momento único em que Raf Simons dá os primeiros passos na Dior, o realizador Frédéric Tcheng pede acesso aos bastidores e, durante oito semanas consecutivas, documenta o processo de criação da primeira colecção de Simons. Da concepção ao desfile, revela-se um autêntico trabalho de amor e dedicação da equipa de colaboradores. A montagem das filmagens resultou num documentário que é, acima de qualquer outra coisa, uma homenagem a quem lá trabalha, muito especialmente às costureiras que conseguiram dar vida à extraordinária visão de Raf Simons. PÚBLICO