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Confidente

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Thriller, Drama 76 min 2025 20/08/2026 LUX, FRA, Turquia

Título Original

Sinopse

Ancara (Turquia), 1999. Sabiha (Saadet Işıl Aksoy) trabalha como telefonista num serviço de chamadas eróticas sob o nome de Arzu. Uma noite, recebe a chamada de um homem desesperado que está preso sob os escombros do terramoto que atingiu a cidade de Istambul e que lhe pede ajuda.

A partir desse momento, aquilo que parecia ser apenas mais uma chamada transforma-se numa corrida contra o tempo para o salvar. Mas, durante os seus esforços, Sabiha encontra uma estranha resistência do seu patrão, vendo-se inesperadamente envolvida em questões de teor político.

Com estreia na secção Panorama da 75.ª edição do Festival de Cinema de Berlim, este drama de co-produção franco-luxemburguesa e turca tem assinatura de Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Confidente: as linhas telefónicas eróticas e o terramoto

Luís Miguel Oliveira

O filme do duo Guillaume Giovanetti e Çagla Zencirci revela-se bem mais convencional do que a primeira dezena de minutos parecia prometer.

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Críticas dos leitores

2 estrelas

José Miguel Costa

O filme "Confidente", co-produção turco-franco-luxemburguesa com assinatura (direcção e escrita) da dupla Çagla Zencirci e Guillaume Giovanetti, é um thriller dramático de suspense com pretensões políticas (dado tentar aflorar as temáticas da opressão feminina numa sociedade vincadamente patriarcal e da corrupção generalizada no topo das hierarquias com poder de decisão).

A acção, que remonta a 1999 nos arredores de Ancara, decorre num exíguo espaço fechado e escuro, no qual funciona um questionável "call center" de chamadas eróticas, e centra-se quase exclusivamente numa das suas exploradas operadoras (atemorizada com a eventualidade de perder a guarda do filho - em disputa no tribunal - caso se descubra a natureza da sua actividade profissional).

Esta protagonista (interpretada por Saadet Aksoy), a força motriz da obra (captada ostensivamente por constantes close-ups que não deixam escapar quaisquer resquícios da sua expressividade), vê-se enredada num imbróglio que colocará em risco a sua vida, ao envolver-se inadvertidamente, via telefone, com um corrupto procurador em ascensão e um mafioso de elite, pelo facto de tentar encetar diligências com vista ao salvamento de um adolescente preso nos escombros de um prédio, em virtude de um terramoto ocorrido enquanto ambos estabeleciam uma relação de "cariz profissional".

Contudo, apesar da estrondosa performance desta anti-heroína, omnipresente ao longo dos curtos 76 minutos da película, não fiquei "preso" ao seu alegado suspense e tensão, possivelmente, por não sentir verdade numa história demasiado rocambolesca/"forçada" (que dá pouco azo à nossa imaginação), exposta num registo demasiado demonstrativo e sentencioso (sendo que o seu "the end" piroso também "não ajuda à festa"). @jmikecosta

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