Cartas da Guerra

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Drama 105 min 2016 01/09/2016

Título Original

Cartas da Guerra

Sinopse

Ano de 1971. António (Miguel Nunes), de 28 anos, é incorporado no exército português para servir como médico numa das piores zonas da Guerra Colonial, no Leste de Angola. Longe de Maria José (Margarida Vila-Nova), a mulher amada que se viu obrigado a deixar, ele vai matando as saudades através de longas cartas que durante dois anos lhe escreve. Através delas, o espectador vai conhecendo o homem solitário por detrás do soldado, as suas angústias, desejos e esperanças. Com o passar do tempo, António apaixona-se por África e toma posições políticas…
Um filme dramático escrito e realizado por Ivo M. Ferreira ("Águas Mil", "Em Volta"), segundo um argumento seu e de Edgar Medina que se inspira em "D'Este Viver Aqui Neste Papel Descripto: Cartas da Guerra", uma compilação de cartas que António Lobo Antunes (na altura um jovem alferes destacado para Angola) escreveu à mulher. O filme esteve já presente em vários festivais internacionais, entre eles o Festival de Cinema de Berlim (Alemanha), o Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias (Colômbia), Macau Literary Film Festival, Hong Kong IFF, Shanghai International Film Festival (China), Thessaloniki International Film Festival (Grécia), Sydney Film Festival e Brisbane Asia Pacific Film Festival (Austrália).

Realizado por

Ivo M. Ferreira

Elenco

Miguel Nunes, Ricardo Pereira, Margarida Vila-Nova

Críticas Ípsilon

Um filme de vozes

Luís Miguel Oliveira

A melhor das três longas-metragens de Ivo M. Ferreira, bastante hábil no modo como se apropria do texto de António Lobo Antunes

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Cartas da Guerra: um filme que se ergue

Vasco Câmara

Cartas da Guerra, de Ivo Ferrreira, que tem hoje a antestreia antes de chegar às salas a 1 de Setembro, aventura-se a procurar um corpo, para a personagem António e para si próprio, que esteja num lugar que não aquele a que parecia destinado. Delicado e temerário, cria o seu mundo.

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Críticas dos leitores

Paulo Lisboa

Fui ver o filme, porque o argumento era interessante e como forma de apoio ao cinema português. <br />Não gostei do filme. O argumento se bem que potencialmente interessante e o ambiente de Guerra do Ultramar ainda convencerem no limite, o filme é muito monótono e fastidioso. A voz de fundo de Margarida Vila Nova a fazer de narradora, é simplesmente desastrosa, já quase não se usa este estilo de narração em cinema. Até a fotografia a preto e branco que podia dar um certo toque artístico ao filme e favorece-lo, tem o efeito contrário, torna o filme tosco e com aspecto rudimentar. <br />Estamos perante um mau filme que não recomendo a ninguém. É aquele tipo de filme bom para se adormecer no cinema. <br />Numa escala de 0 a 20 valores, dou 4 valores a este filme.

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Mário Agostinho

Boa Noite, <p> Estou aqui há 5 minutos e continuo sem saber se deva, mas quando algo que nos toca, os impulsos são muito mais fortes, e daí esta minha critica, que espero seja construtiva, e até muito mais elucidativa, tanto para o Cinecartaz, como para os responsáveis por este filme. </p><p> Mais uma vez fui enganado pelo tema e não só, uma parte significativa do filme é muita má, talvez a menos má é seja a realidade das cartas, mas que é claro não deixam de ser banais (eu próprio tenho centenas delas), como milhares de Militares Ex. Combatentes da Guerra do Ultramar. Mais 2 ou 3 cenas a rasar a realidade, e o resto completamente irreal. A rasar a realidade: A cena dos fuzilamentos e do suicídio são cenas que é preciso saber-se o que se passou, e não acredito que todos os assistentes estivessem por dentro dessa realidade. Então a cena da hierarquia militar, assim como praticamente todas as cenas militarmente falando, são duma irrealidade impressionante, parece até impossível… como é possível tantos erros num filme só, até os locais onde decorreram as filmagens são muito irreais. Enfim "para mim que passei por elas" o filme, mesmo como um filme de amor, é muito mau e banal para o caso. </p><p> Por fim "eu e muitos Ex. Combatentes" não gostamos de Guerra Colonial, e para isso não é preciso ir muito longe, basta deslocarem-se ao nosso Memorial no Jardim do Presidio Militar em Santarém, e verificaram que se trata de Memorial aos Ex. Combatentes da Guerra do Ultramar, e não Colonial, e a nível Nacional o nosso Memorial em Lisboa, Combatentes do Ultramar, e não Colonial. </p><p> As minhas mais sinceras desculpas por esta crítica, que até poderão considerar construtiva. </p><p> Att <br /> Cordiais cumprimentos <br /> Mário Agostinho </p>

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Maria Martins

Perfeita a crítica do Nelson Faria, tal como o filme. A realização que enquadrou as "Cartas da Guerra" nos dois outros livros do ALA é genial.

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Cinéfilo

Cartas de amor em tempos de guerra podia ser o título do filme. Excelente narrativa sobre a guerra colonial. Talvez o melhor filme que vi sobre o tema. Um único senão a voz off feminina... a locução... de resto muito bom.

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Rui

O problema do Nelson Faria é que devia de falar de cinema mas tentou a polícia/História. <br /> <br />Portugal não colonizou Angola durante 500 anos. Portugal esteve presente lá durante 500 anos. A colonização de África só começou no Séc. XIX. <br /> <br />E quanto à forma como viviam as populações, era assim que viviam em todo o continente africano. Por cá, também se vivia muito mal. <br /> <br />Mas porque é que as pessoas insistem na ignorância?!

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Marina S.

Nelson Faria faz aqui a única crítica que merece ser lida. E está lá tudo. <br />Bom filme. Muito bom.

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Fernando

Um dos outros grandes valores desta película é como consegue fugir aos chavões dos filmes sobre a guerra. Não há moralismos, não há falsos dramatismos, tudo parece natural e normal naquele ambiente. Não há "mensagem política", aqui. E só por isso, o filme já vale a pena, quanto mais não seja para desenjoar de "histórias oficiais".

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Rui

Não fosse o péssimo som da narração (sobretudo na voz feminina, a quase fazer apetecer gritar "Ponham legendas, irra!"), e este filme seria perfeito. Visualmente é belíssimo, com uma sucessão de enquadramentos dignos de serem emoldurados e um cuidado absoluto nos pormenores da recriação do ambiente daquela época. <br /> <br />Finalmente, o filme de que todos nos podemos orgulhar!

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Maria

<p>A poesia nas cartas de amor, enquadradas numa guerra cruel. Um jovem realizador que <br />merece o apoio do público. </p><p>Fez um filme excelente.</p>

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Aida Maria Manata

Por revisitar um período pouco honroso da nossa história e que ainda permanece obscuro; <br />pela grandeza de imagem, realidade vista à lupa das operações do teatro de guerra; <br />por ser a preto e branco, empresta-lhe a dramaturgia à acção e ao tempo; <br />pelas fragilidades humanas expostas numa narrativa sublime ao longo do filme, pela leitura das cartas no outro eu, pela dolência com que os personagens se movem, olham e interrogam-se entre si; <br />pela cumplicidade comportamental, pela consciência de quem está ali para cumprir obrigação mas não missão, com opções políticas discordantes; <br />pelo confronto com a sobrevivência numa realidade que não escolhe o que está a viver. <br />Numa palavra: esmagador.

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