Palestina 36
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Em 1936, a Palestina vivia sob domínio britânico. Movidos pelo descontentamento com a vaga de imigração de judeus europeus em fuga do anti-semitismo antes da Segunda Guerra Mundial, e autorizados pelo governo britânico a instalar-se na região, muitos palestinianos foram expulsos das terras que tinham trabalhado durante gerações.
Esse favorecimento dos colonos, em detrimento de quem já lá vivia, culminou na Grande Revolta Árabe (1936-1939), uma insurreição que combinou uma greve geral — organizada por líderes árabes para pressionar os britânicos a limitar a imigração e a proteger os direitos dos palestinianos — com várias formas de resistência. Perante isso, a repressão das autoridades foi severa, com tropas enviadas para conter os revoltosos, resultando em milhares de mortos e feridos. Essas circunstâncias vieram aprofundar irremediavelmente a divisão entre as comunidades árabe e judaica, cujas consequências se prolongam até hoje.
Com argumento e realização da palestiniana Annemarie Jacir, o filme conta com as actuações de Jeremy Irons, Robert Aramayo, Liam Cunningham, Billy Howle, Hiam Abbass, Yasmine Al Massri e Saleh Bakri. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Palestina 36: era uma vez... a resistência
Uma realizadora palestiniana nas malhas do telefilme dominante.
Ler maisCríticas dos leitores
Obra necessária para quem ainda não entendeu a ausência de Justiça da ocupação israelita
Ana Araújo
Ainda que a realidade tenha sido mil vezes mais cruel do que a história que nos contam neste filme, não deixa de ser importante para perceber os dias de hoje, a origem da resistência e a inegável justiça que precisamos urgentemente de trazer ao Povo da Palestina.
3 estrelas
José Miguel Costa
O filme "Palestina 36", realizado pela palestiniana Annemarie Jacir, é um épico histórico hibrido (cruza ficção e documentário, através da inserção de múltiplas imagens de arquivo), cuja acção decorre nos anos de 1936-1937, que retrata o inicio da revolta popular contra o Império Britânico (que controlava os destinos da região, sob forma de Mandato, desde a I Guerra Mundial), decorrente da gradual alocação hostil (vulgo "roubo) de extensões do seu território para atribuição a colonos judeus sionistas (deixando os nativos de ter sequer hipótese de circular nos mesmos) refugiados da Europa devido ao anti-semitismo.
Estamos em presença de uma (intensa) obra de visionamento imprescindível pelo seu carácter didáctico/informativo, na medida em que fornece contexto (ainda que superficial) para o genocídio actualmente em curso na Palestina por parte do invasor israelita. Apesar desta sua inquestionável importância politica, "Palestina 36" revela-se um maniqueista/reducionista melodrama árabe algo plastificado e até telenovelesco ("para ocidental ver" - ou não fosse fruto de uma co-produção que envolve 10 países) com uma narrativa linear apressada (saturada por múltiplas subtramas insuficientemente desenvolvidas) e excessivamente expositiva, povoada por caricaturais personagens heróicas versus vilãs.
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