//

Os Miseráveis: A História de Jean Valjean

Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Imagem Cartaz Filme
Foto
Votos do leitores
média de votos
Drama 98 min 2025 M/12 06/08/2026 FRA

Título Original

A partir das primeiras 100 páginas de "Os Miseráveis", o célebre romance de Victor Hugo de 1862, Éric Besnard, realizador e argumentista francês com várias décadas de experiência, foca-se, em vez da grande narrativa do livro, no drama intimista de Jean Valjean (Grégory Gadebois).

O protagonista acaba de sair da prisão, onde esteve encarcerado brutalmente durante 19 anos por ter roubado pão para alimentar os sobrinhos, indo viver para Digne, aldeia da Provença, em casa de um bispo. É um homem dividido entre tentar um novo começo mais digno ou ceder ao que a sociedade já pensa dele: que é um homem perigoso em quem não se pode confiar. Com Bernard Campan, Isabelle Carré e Alexandra Lamy. PÚBLICO

Críticas Ípsilon

Os Miseráveis: A História de Jean Valjean: o forçado e o monsenhor

Jorge Mourinha

Uma nova adaptação do clássico de Victor Hugo concentra-se no que é realmente importante em Os Miseráveis: a humanidade das suas personagens.

Ler mais

Sessões

Críticas dos leitores

3 estrelas

José Miguel Costa

O filme "Os Miseráveis", realizado pelo francês Éric Besnard, é um intimista drama épico impregnado de humanismo, que tem por base um fragmento do clássico homónimo da literatura de Vitor Hugo (funcionando como uma espécie de prólogo da "revolução moral" que se operará no seu anti-herói intemporal - que ficará fora do foco de análise desta adaptação).

Narrado em voz "off", com recurso a uma estrutura fragmentada (fruto de múltiplos saltos temporais que visam expôr-nos perante os episódios de vida que moldaram, alegadamente de modo irreversível, a personalidade do protagonista), é uma quase parábola moral que nos transporta até à França rural de 1815 para dar-nos a conhecer a história (de injustiça social) de um embrutecido/rude homem solitário, rejeitado pela sociedade, após cumprimento de uma pena de prisão de 19 anos (pelo crime de roubo de um pão para matar a fome à família), durante a qual foi alvo de contínuos actos de humilhação e violência física/psicológica.

Enxotado, qual animal selvagem, de qualquer pequeno lugarejo que se aproximasse em busca de comida, apenas encontrará acolhimento temporário na casa de um bispo atormentado pelo passado, cuja porta se encontrava sempre aberta para "todos, todos, todos".

Aí surgirá uma pequena fissura no "coração imune a sentimentos", crucial à construção de uma nova identidade. Realce-se a performance contida de Grégory Gadebois (destituída de qualquer violência excessiva e/ou desnecessária), bem como a excelência da fotografia quase tão lúgubre quanto a alma da personagem central. Só é pena que o enredo (eficaz q.b.) se fique pelo "bater na mesma tecla", sem grandes evoluções narrativas. @jmikecosta

Continuar a ler

Envie-nos a sua crítica

Preencha todos os dados

Submissão feita com sucesso!