L'Aventura
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Ver sessõesÉ Verão. Claudine, de dez anos, parte de Paris com os pais e o irmão de três anos, em direcção à Sardenha, Itália. Como seria de esperar, uma viagem dessas acarreta muitas situações inesperadas, algumas bastante caóticas, que podem transformar as férias num inferno ou, com algum humor e jogo de cintura, em algo absolutamente inesquecível.
Com realização de Sophie Letourneur, que também assume o papel da mãe e escreve o argumento com Laetitia Goffi, esta aventura familiar insere-se na trilogia da realizadora iniciada com "Voyages en Italie" (2023) e que terminará com "Divorce à l’Italienne".
Exibido na secção ACID do Festival de Cannes 2025, foi considerado pela revista Cahiers du Cinéma como um dos dez melhores filmes desse ano. Philippe Katerine, Bérénice Vernet e o pequeno Esteban Melero assumem os restantes membros da família. PÚBLICO
Sessões
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25 -
Medeia Nimas, Lisboa
22h
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25 -
Medeia Nimas, Lisboa
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
14h05, 16h25
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Críticas dos leitores
L'Aventura
Fernando Oliveira
É um filme de memórias, as memórias da realizadora, Sophie Letourneur, dos vídeos gravados nas suas férias, das recordações; manteve, até, nos personagens o primeiro nome das pessoas da sua vida. É autobiográfico este filme (na verdade dos três filmes que repetem os personagens: “Voyages en Italie”, que não vimos por cá, este “L'aventura”, e no futuro, “Divórcio à italiana”). O filme é feito de ideias tiradas desses filmes caseiros, Sophie interpreta Sophie, é uma parte da sua história (no final a realizadora mostra-nos mesmo algumas imagens desses seus filmes). Entramos de rompante nas férias desta família parisiense, um Verão na Sardenha – um casal, Sophie e Jean-Fi, Claudine, a filha de treze anos de uma anterior relação dela e o pequeno Raoul, de três anos. O filme é o retrato daquelas férias em permanente confusão, filmado para nos fazer sentir muitas vezes que estamos ali, lado a lado, com eles, outras vezes que estamos a assistir um filme amador feito pela família destas férias. Todo o filme está encharcado por esta sensação de realidade, a encenação da banalidade: brigas e birras, o desconforto mais ou menos tenso entre o casal (há um momento num restaurante de praia em que Jean-Fi coloca a mão na perna de Sophie e não há “estremecimento”, o desejo foi-se), as pequenas discussões (qual o melhor restaurante, o melhor sitio para os gelados ou o café, qual a praia onde ficar, o lugar onde dormir), e de como este estado de confusão e de “violência” emocional colocam os personagens num balancear entre o desgaste e a aceitação deste caos como uma normalidade. A realizadora mostra-nos isso olhando de forma obsessiva para os detalhes, para os comportamentos em desequilíbrio dos personagens, com uma câmara muito perto dos corpos e dos rostos dos actores e do seu espantoso realismo. O que interessa à realizadora é a necessidade de lembrar, de guardarmos recordações. “Ama a vida mais do que a sua lógica, dessa forma compreenderás o seu sentido”. O presente é um momento, a vida é aquilo que a memória nos traz. A narrativa é por isto também uma confusão cronológica, a filha, Claudine, vai registando em áudio no telemóvel os acontecimentos das férias, vamos saltando de um tempo para outro, entre aquele que os personagens vivem e outro sobre o qual falam. Há um confronto entre o realismo da história e este formalismo insólito, mas não é verdade que quando recordamos, tudo nos chega aos tropeções? Outro assunto que a realizadora parece querer pensar é como uma relação amorosa entre dois adultos sofre um abanão quando entra um “intruso”, um filho bebé que vai ocupar todo o espaço e, nas férias, todo o tempo. Como pode destruir essa relação, como os afasta do “centro” (aquela “longa” cena em que a câmara acompanha Jean-Fi na sua caminhada solitária, a tentar puxá-lo para a história do filme). Lembro que vai haver um divórcio no terceiro filme. Um filme desafiante e uma bela surpresa. “Talvez a maior aventura seja simplesmente viver”, Sophie Letourneur.
2 estrelas
José Miguel Costa
A francesa Sophie Letourneur assume as funções de realizadora, argumentista (de uma repetitiva narrativa "pejada de nada") e protagonista em "L'aventure", uma autoficcionada "road trip" das suas pouco glamorosas/triviais férias de verão na Sardenha , em conjunto com a família nuclear (o marido bonacheirão, a filha adolescente e um menino pequeno que faz cocó em todo o lado), captada em modo "home movie", através de uma câmara de mão que se gruda aos corpos. Apesar do apelativo naturalismo que a obra emana, e da fofura do petiz, aposto que nem os amigos desta família teriam paciência para assistir a esta crónica sobre um "não acontecimento".
Pufff. Demasiado chato
Paulo Leal
Se vai à espera de uma sessão de cinema para o afastar da inquietude do dia-a-dia e que o afaste do ruído que as pessoas fazem, esqueça este filme. Crianças barulhentas e quezílias familiares num filme sem argumento. Pode ter um final espetacular, mas eu não sei. Não fiquei para ver. Será que me devolvem os 8€?
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