A Rapariga Que Sabia Demais
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Ver sessõesDepois de levar uma bofetada de uma amiga, Marielle (Laeni Geiseler) passa a dispor de uma faculdade insólita: consegue ver e ouvir tudo o que fazem Julia e Tobias (Julia Jentsch e Felix Kramer), os pais. Inicialmente cépticos, não demora muito até eles perceberem que, infelizmente, a telepatia da adolescente não é uma invenção da sua cabeça. De um dia para o outro, os seus pensamentos mais íntimos e as suas acções mais privadas (muitas delas questionáveis) tornam-se subitamente acessíveis a Marielle. Conscientes da exposição a que estão sujeitos, os três tentam encontrar um modo de conter essa terrível intrusão antes que destrua completamente a relação familiar.
Em competição no Festival de Berlim, onde recebeu uma menção especial do Júri do Prémio Guild, este drama é realizado por Frédéric Hambalek, que reflecte sobre privacidade, confiança e a fragilidade das relações quando confrontadas com a verdade absoluta. PÚBLICO
Críticas Ípsilon
Um estaladão da melhor amiga: A Rapariga Que Sabia Demais
Frédéric Hambalek leva a ideia de honestidade radical ao limite do absurdo numa comédia negra curiosa, mas aquém do que podia ter sido.
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Cinema City Alvalade, Lisboa
13h30
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Críticas dos leitores
3 estrelas
José Miguel Costa
E se inesperadamente uma miúda de 12 anos adquirisse capacidades telepáticas que lhe permitissem visualizar/vivenciar, em modo non-stop, todas as acções dos seus país (um casal burguês aparentemente perfeito), acedendo aos seus segredos mais íntimos, independentemente do local e/ou situações em que se encontrem inseridos (e tendo estes consciência de que tal está a acontecer)?
Esta é a premissa do filme "A Rapariga Que Sabia Demais" (realizado por Frédéric Hambalek), uma satírica comédia negra que explora diversas questões inerentes à (perda de) privacidade. Um ponto de partida interessante (apesar do dom ter brotado abruptamente de um evento algo descabido, uma bofetada dada por uma amiga) que implicará, inevitavelmente, a desconstrução gradativa dos "espiados" e a consequente ruptura dos seus (falsos?) laços relacionais. Pena que Hambaleck não ouse "escalar" até à fronteira do "insuportável"/grotesco, ao invés de ficar-se pelo "tépido". Tivesse Ele, por ex., o DNA de um Michael Haneck ou Yorgos Lanthimos ("meninos" para pegar num argumento desta natureza) e a "história" seria outra ... @jmikecosta
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