Nino
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Depois de uma consulta médica em que lhe é diagnosticado um cancro, Nino (Théodore Pellerin que, com esta interpretação, recebeu o prémio de interpretação em Cannes e o César de melhor actor) fica a saber que tem de iniciar os tratamentos na semana seguinte. Nesses dias, percorre as ruas de Paris enquanto tenta assimilar a notícia, em busca de algo que o reconecte à vida. Vai concluir o quanto a vida é frágil, mas também o quão importantes são os laços que nos ligam aos outros.
Em competição nos festivais de Varsóvia, Toronto e Cannes, e com realização da estreante Pauline Loquès, o filme conta ainda com Jeanne Balibar, William Lebghil, Balthazar Billaud, Camille Rutherford, Estelle Meyer, Victoire du Bois e Alexandre Desrousseaux. PÚBLICO
Críticas dos leitores
3 estrelas
José Miguel Costa
“Nino”, o filme de estreia da francesa Pauline Loquès (que, para além de ter merecido destaque na Semana da Crítica do Festival de Cannes, foi galardoado como "Melhor Primeiro Filme" nos Prémios César), é um drama sensível e humanista sobre o confronto abrupto com a perspectiva da morte iminente numa idade precoce.
Recorrendo a uma abordagem positiva, contida e “leve” (inclusive, com momentâneos laivos humorísticos), sem ceder a quaisquer voyerismos melodramáticos, a realizadora coloca-nos perante um jovem adulto parisiense (algo introspectivo), Nino (Théodore Pellerin – premiado como Melhor Actor Revelação nos Prémios César), confrontado, numa consulta de rotina, com um diagnóstico de cancro na garganta, que implica o início de tratamento de quimioterapia imediato (três dias após a inesperada comunicação por parte da profissional de saúde).
Iremos acompanhá-lo, de modo íntimo, neste hiato temporal de “assimilação” (caracterizado por mix feelings), durante o qual irá deambular, sem rumo definido, até ao encontro dos seus entes queridos (nomeadamente, a mãe, o melhor amigo e a ex-namorada – “encontrando pelo caminho” uma antiga colega de escola) com o objectivo de tentar dar-lhes conta da novidade bombástica (dando-se conta do quão importantes são os – por vezes, subvalorizados – laços relacionais).
Apesar da força desta obra sob o ponto de vista emocional/dramático, acaba por “escorregar” ao nível do argumento, devido às múltiplas sequências implausíveis (e demasiado convenientes) que povoam a narrativa. @jmikecosta
Nino
Teresa AR
É um filme intenso. Que joga com os silêncios para dizer o indizível. Gostei muito.
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