Sonhos e Comboios
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Realizado por
Elenco
Críticas Ípsilon
Sonhos e Comboios: na Netflix, quem tem olho é olhado como rei
É poético q.b., empático como o trabalho de um mestre-escola. Anda a aparecer em listas dos melhores do ano. Isso é exagerado, mas na Netflix quem tem olho pode ser visto como rei.
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Sonhos e Comboios
João Valente
“Sonhos e Comboios” é um filme de uma beleza rara, assente na contemplação paciente de uma vida simples que se desenrola à margem da grande História. A paisagem em mutação, atravessada por comboios e madeireiros, funciona como espelho silencioso de Robert Grainier, cuja solidão se adensa à medida que o progresso avança.
A serenidade da realização, feita de gestos mínimos e silêncios prolongados, contrasta com o peso daquela confissão – “Às vezes sinto que a tristeza me vai comer vivo” – que atravessa o filme como um eco incurável.
Mais do que narrar acontecimentos, “Sonhos e Comboios” observa um homem a tentar fazer as pazes com a perda, transformando a melancolia em delicado retrato de resistência íntima.
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