A Providência e a Guitarra
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Sinopse
Ver sessõesAcompanhamos as aventuras de Elvira e Léon Berthelini, um casal de artistas ambulantes que vive na pequena aldeia de Covarronca, no século XIX. Uma maldição leva-os até a uma Lisboa da actualidade, onde se cruzam com os Desgraça, uma banda de metal em crise que acaba de lançar o álbum Híbridos Agónicos.
Escolhido como filme de abertura do Festival de Cinema de Roterdão, foi realizado por João Nicolau — responsável por "A Espada e a Rosa" (2010), "John From" (2015) e "Technoboss" (2019) — e tem como ponto de partida um conto de Robert Louis Stevenson (1850-1894), também autor de O Médico e o Monstro e A Ilha do Tesouro. O argumento é de Nicolau e de Mariana Ricardo, sua irmã e colaboradora habitual.
Produzido por Sandro Aguilar e Luís Urbano, conta as actuações de Pedro Inês, Clara Riedenstein, Jenna Thiam, Isac Graça, Américo Silva, Beatriz Brás, Leonardo Garibaldi, José Raposo, Miguel Lobo Antunes, Luísa Cruz, Manuel Mozos, Rui Reininho e Salvador Sobral. PÚBLICO
Sessões
Críticas dos leitores
Mais um bom exemplo
Lucas
Que o cinema Português já deu provas de audácia e originalidade, é mais do que óbvio. João Nicolau tem dado repetidas vezes origem a filmes únicos e incomparáveis dos quais este é, na minha opinião, o melhor, junto com a curta-metragem "Rapace". Os outros nomes que se destacam pela diferença não são difíceis de identificar.
A pergunta é porque será que a grande maioria ainda se contenta com um realismo documental passivo e com os mesmos temas de sempre: ruralidade gentrificada, clausura provinciana ou insular, figuras reais a fazer versões menos interessantes de si mesmas, hibridos docu-ficção que não acrescentam ao que é óbvio nas cenas que testemunham. Palmas para quem faz o que faz Nicolau (e outros).
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