Cinecartaz

Maria

Vale a pena

O texto é fantástico e a fotografia iguala-o. As interpretações estão à altura: tinha grandes resistências a Jude Law e acho que o papel lhe assenta. A estrutura elíptica da narrativa traduz a dinâmica do mundo das emoções humanas: tal como no filme, elas surgem e dão lugar a outras, e é o lugar da mudança que marcamos na nossa história pessoal, mais do que os motivos que a provocam. Somos todos estranhos uns para os outros, inclusive para nós e é com base nesta máxima que aquelas quatro pessoas fogem da familiaridade: com o amor, com o outro, consigo próprias. O corolário do tempo bem passado frente à tela é a música de Damien Rice. Aquele "Blower's Daughter" a abrir e a terminar o filme entra-nos na alma. "And so it is..."

Publicada a 09-02-2005 por Maria