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Pedro Maia

Porque é que eu adoro Wesley Snipes

No meu Panteão de heróis de acção privados, "Blade" ocupa um lugar muito especial. Se por um lado os argumentos nunca cederam à simplicidade de "tipo normal caça criaturas nojentas", por outro Wesley Snipes nunca permitiu que o seu personagem se tornasse indissociável de si próprio, fazendo um verdadeiro "trade mark" do seu herói acidental. Assim chegámos a "Blade Trinity" e aos mecanismos do filme de acção puro e duro. Neste filme a acção é crepitante, não pára mesmo, e temos a sensação que a qualquer momento aquilo vai correr mal, vai entrar em piloto automático e vamos ser deixados para trás por personagens insidiosos e maneiristas. Mas não, ao ritmo da sua espada de titânio com polimento de prata, Blade vai atravessando este filme de forma resoluta, é o filme de "canonização" do personagem, em que nada se consegue opor a ele e o final é mais do que esperado.

Aliás, este filme caracteriza-se pela forma como Blade não tem nenhum verdadeiro adversário, o seu problema é mesmo destruir todos os vampiros, encontrar uma solução, a solução que porá fim à sua busca, para o deixar a ele como "último vampiro" e entregue à sua morte, o fim da linhagem contra a qual tanto lutou. Além disso, o facto de no futuro Blade ser caçado é deixado em aberto, num registo que inverteria completamente as regras da "franchise" mas que nos deixa curiosos, sem dúvida muito curiosos. Efeitos especiais q.b.! Nada de CGI, mas muito TRM.

Publicada a 06-02-2005 por Pedro Maia