Cinecartaz

Francisco Zuzarte

CGI para todos os gostos.

Confesso que, para poder analisar este Ready Player One, precisaria quem sabe de o ver segunda vez. O problema é que ao contrário do ditado pelo qual primeiro estranha-se depois entranha-se, além de ter estranhado a forma como o filme está posto no ecrã, não me convenceu. Por isso não entranhou. Há depois uma outra questão. O filme peca por ser demasiado longo, o que não seria pecado se a história convencesse, tal Tron em versão melhorada e apesar das referências a todos os “bonecos” que nos levaram à magia Spielberg.
Se a intenção é chamar à atenção para o facto de termos de voltar os pés na terra e não andarmos sempre com o telemóvel na mão a fazer cócegas ao ecrã, não chega, sobretudo na sala onde até a ver-se o filme se acendem telemóveis porque se recebeu uma mensagem e se vai ver a correr, o numero de vezes que for necessário, até que algum espectador cansado da cena peça para o desligar, o que nos tempos que correm é sempre um risco.
Por isso, Ready Player One, de Spielberg, é o género de filme onde se usa e abusa do CGI, para de repente darmos com a realidade dos personagens que criámos nos jogos. Nos tempos que correm, lembrei-me de repente e enquanto divagava no filme, o que é mau, da polémioca das redes sociais.

Publicada a 04-04-2018 por Francisco Zuzarte