Acreditamos em Ti
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Sinopse
Ver sessõesAnsiosa e exausta, Alice está prestes a entrar numa audiência para que seja decidida a guarda dos dois filhos. Ela acusa o ex-marido de agressão e abusos sexuais sobre os menores e é para ela impensável deixá-los a sós com ele. Enquanto se vê forçada a expor a intimidade da sua família perante uma plateia de desconhecidos, sabe que, para proteger as crianças da violência do pai, tem de acertar tudo ao milímetro, sem qualquer margem para erro.
Construído quase em tempo real, este drama explora as fragilidades dos mecanismos da justiça e o desgaste emocional das vítimas num sistema que se mantém num limbo entre a prudência institucional e a necessidade de protecção.
Escrito e realizado por Arnaud Dufeys e Charlotte Devillers, conta com as interpretações de Myriem Akheddiou, Laurent Capelluto, Natali Broods, Adèle Pinckaers e Ulysse Goffin.
Críticas Ípsilon
Acreditamos em Ti: imagens de uma mãe
Uma pequena surpresa oriunda da Bélgica: um filme de rostos contado em tempo real que coloca o espectador no lugar das personagens com inteligência e determinação.
Ler maisSessões
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
16h55, 19h30 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
13h20
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UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
16h55, 19h30 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
13h20
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Cinema City Alegro Setúbal, Setúbal
20h10
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Cinema City Alegro Setúbal, Setúbal
20h10
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Castello Lopes - Guimarães Shopping, Guimarães
19h30
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Castello Lopes - Guimarães Shopping, Guimarães
19h30
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Castello Lopes - Santarém, Santarém
20h05
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Castello Lopes - Santarém, Santarém
20h05
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Castello Lopes - Serra Shopping - Covilhã, Covilhã
19h15
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Castello Lopes - Serra Shopping - Covilhã, Covilhã
19h15
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
18h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
14h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
18h30
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Casa do Cinema de Coimbra, Coimbra
14h30
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Críticas dos leitores
4 estrelas
José Miguel Costa
O filme "Acreditamos em Ti" (galardoado no Festival de Berlim), realizado e escrito pela dupla belga Arnaud Dufeys e Charlotte Devillers, é um drama realista com uma (in)tensa carga emocional (sem quaisquer resquícios de voyeurismo/sensacionalismo, apesar do peso da temática abordada) sobre pedofilia em contexto familiar e as inerentes consequências que acarreta na dinâmica relacional dos elementos envolvidos (o filho de 10 anos, suposta vitima de abuso sexual; o pai, alegado agressor - ainda na condição de presumível inocente, dado o respectivo processo legal encontrar-se em curso - e a mãe superprotectora).
Expõe, igualmente, as fragilidades do sistema judicial, cujos procedimentos utilizados não protegem devidamente as vitimas, ao força-las a relatar/vivenciar repetida e pormenorizadamente os eventos traumáticos (bem como ao colocá-las cara a cara com o agressor no decorrer das prolongadas audiências prévias à tomada de decisão). A história, relatada sob a perspectiva da protagonista (a inconformada e ansiosa progenitora, encarnada visceralmente pela Myriem Akheddiou), insere-nos no espaço exíguo de uma sala de tribunal, para aí assistirmos ao esgrimir de argumentos das partes em litígio (acompanhadas dos respectivos advogados), perante uma juíza, com vista à obtenção da custódia sobre o menor (acção interposta pelo pai, contra a vontade da criança, que nutre um medo incontrolável pelo mesmo).
A força desta obra, que coloca os nervos do espectador em franja, é potenciada pela opção de filmagem em tempo real, num formato 4:3 e com recurso quase exclusivo a planos fechados, criando, desse modo, um ambiente claustrofóbico que não deixa escapar qualquer movimento facial dos intervenientes (refira-se, a titulo de curiosidade, que os profissionais judiciais em cena são actores não profissionais que representam o seu próprio papel - o que confere uma preciosa autenticidade). @jmikecosta
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