Cinecartaz

Cristina C.

O homem sonha, a obra não nasce

Esperava-se algo mais desta trindade à primeira vista tão dispersa como genial. Saramago, Pessoa e Botelho atravessaram realidades, sentimentos e pensamentos demasiados díspares que incapacitam o filme da expressão incrível destas 3 vidas. O filme nitidamente é egoísta e apenas um exemplo de algo mais incrível que sinceramente eu esperava. Os dois escritores deram mais mundos ao mundo contudo o sotaque brasileiro sinceramente, estraga a narrativa do que se esperava um apelo patriótico, apesar do papel bem executado do actor. Preto e branco.. Temos que agradar a todos os públicos mas retira vivência emoção ao carrossel de sonhos de Pessoa e ao humor cativante de Saramago. Vale por lembrarmos a relevância da liberdade, o valor mais ameaçado e por vezes mais esquecido da nossa actualidade. Fica o sonho... E esperança que mais livros do Saramago se tornem filmes.

Publicada a 09-10-2020 por Cristina C.