Cinecartaz

Luís

Não é a minha praia ...

Vale o que vale, mas ao intervalo disse chega, e saí. Porquê? Porque há ali uma estória, há personagens, mas tudo parece ser secundarizado em nome de uma visão, de uma "estética", o que se lhe quiser chamar. São planos intensos sempre com a omnipresente banda sonora plena de emoção, mas quase sem diálogos. Admito que pontualmente seja de valorizar, mas hora e meia disto (e outro tanto, se ficasse até ao fim) é demais. Talvez seja uma lacuna da minha parte, mas preciso de uma estrutura, de uma proposta que seja clara no que pretende (ou que pelo menos tente), para então poder apreciar estéticas, perspectivas ou estados de alma.

Publicada a 23-01-2020 por Luís