Cinecartaz

José Miguel Costa

2 estrelas

"O Nosso Tempo" é uma espécie de "filme caseiro" do realizador mexicano Carlos Reygadas (ei parem lá com essa vossa imaginação porca), já que o elenco é constituido pelo próprio, a mulher, os dois filhos e mais uns tantos amigos não actores. Juntaram-se todos e foram brincar aos fazendeiros.
O casal assume o papel de proprietário de um enorme rancho que se dedica à criação de touros. Ela trata das finanças, enquanto ele concilia a sua veia poética (reconhecida no meio literário) com o trabalho duro e bruto inerente ao tratamento dos animais. Vivem uma relação aberta, pelo que ambos podem ter os seus casos amorosos sem qualquer stress, até ao dia em que ela se enrola com um "vaqueiro suado"... e a ciumeira desponta!
Esta brincadeira, que afinal se revelou entediante, dura quase três longasss horas, durante as quais tenta intelectualizar (superficialmente, simbolicamente e de um modo arrastado - algo que tenta compensar através da inserção de alguns virtuosismos estéticos) as diferentes nuances, e respectivos limites (mesmo que não assumidos), dos relacionamentos amorosos.

Espero que para a próxima opte por brincar aos "médicos"!

Publicada a 21-08-2020 por José Miguel Costa