Cinecartaz

JR

Era uma vez...um Tarantino

Sendo este, talvez, o elo mais fraco de uma fascinante cadeia de nove obras cinematográficas, não deixa, ainda assim, de ser um enorme filme. E não falo das três horas de fita, que aliás voam, fascinados como estamos por aquela perfídia sarcástica dos diálogos, embalados pela música nostálgica que acompanha aquelas vidas, digerindo gulosamente aqueles cenários embrulhados numa sedutora fotografia e gozando a perfeição daqueles talentosos atores. Não é só isso, é também aquele engano final que nos diverte e sacia um inarrável desejo. A expressão "era uma vez" usa-se não só para contar histórias passadas mas também para prestar homenagem às lendas passadas, presentes ou vindouras. Como este realizador, que já nos ofereceu nove joias do cinema e faz-nos aguardar, ávidos, pela sua décima criação.

Publicada a 19-08-2019 por JR