Cinecartaz

JR

EgoMan

Estas biografias sobre pessoas ainda vivas correm sempre o risco de caírem numa armadilha. Para mais, quando supervisionadas pelo próprio. Inevitavelmente foi o que aconteceu e, por isso, saímos da sala a pensar se este biopic não foi mais uma manobra de Elton para de novo empanturrar o seu já monstruoso ego. Depois há a questão, pouco conveniente, na ótica do espetador, de misturar o modo biográfico com a exuberante fantasia musical. É como as misturas do Elton - ou era pois parece que há vinte e oito anos que está limpo - e que o levavam, variadas vezes, a apelar a São Gregório.

Louve-se, no entanto, a coragem de expor algumas partes da sua intimidade que seriam apenas do conhecimento de reduzido número de pessoas. Mas não será isso também showbusiness? Quanto a Dexter Fletcher já deve ter percebido que o comboio só passa uma vez e isso já tinha acontecido no "Bohemian Rhapsody". Taron Egerton desenvencilha-se sem especial brilho. Se é mesmo fã vá ver caso contrário siga caminho pela estrada dos tijolos amarelos...

Publicada a 30-05-2019 por JR