Cinecartaz

JR

O inocente

Esta é uma proposta de cinema demasiado arrojada. Confinar o olhar do espetador a uma sala escura e à tortura de constantes marcações telefónicas e recebimento de chamadas, num arremedo de suspense emparelhado com expressões dúbias do polícia telefonista, não chega a ser um filme, é um exercício deleitoso para o realizador, um docinho para os iluminados mas um enorme suplício para o inocente que pagou um bilhete para ver cinema. E cinema é imagem, é o prazer de viajar com os olhos, é liberdade. Nesta espécie de filme estamos presos não sendo nós os culpados...

Publicada a 17-01-2019 por JR