Cinecartaz

Raul Gomes

Notável interpretação de Close

Uma escritora fantasma, uma fazedora de Nobel e muito provavelmente um passo gigante para um Óscar. Magnifica na sua contenção, no seu "apagamento" fabuloso. O silêncio, a respiração, o olhar, os seus gestos só fazem com que não possamos tirar o olhar dos seus olhos, eles dizem tudo, não são necessárias palavras. A cena com Slater no bar é de antologia, e que perdurará para sempre. Pryce, paga para ver o seu confronto nos diálogos com Close, mas sai perdedor, apesar de uma boa actuação. Só que ela é assoberbante e "cilindra" algumas vezes Pryce. O filme perde um pouco de intensidade nos flashbacks, que estão lá para situar o argumento, mas não eram precisos tantos, bastava os olhos de Glenn Close.

Publicada a 18-10-2018 por Raul Gomes