Cinecartaz

Francisco Zuzarte

O ultimo?

Brian de Palma (seguidor confesso de Alfred Hitchcock) ofereceu-nos em 1996 o primeiro Missão Impossível, tendo por base uma série famosa de televisão. Arriscaria a dizer que não há amor como o primeiro, apesar de alguns exageros que caracterizavam este primeiro filme, isto de andar em cima de um TGV a 300 quilómetros não para qualquer um, mas se calhar é o único. Nos que seguiram e que vi todos, já que gostei do conceito, não há de facto amor como o primeiro. Os que seguiram com mais ou menos exageros, foram satisfazendo quem do género gosta, sempre com Tom Cruise (dizem) a fazer as cenas mais difíceis sem duplos. Aqui chegados (como diria um comentador famoso) temos Missão Impossível Fallout, que como história, complica o enredo de tal maneira que chegamos a certa altura que já não sabemos quem do lado de quem. Daí a inteligência do filme. Depois tem uma banda sonora que pontua de forma excepcional todos os momentos do filme. A bela sem senão, está nas longas cenas de perseguição, nalguma violência desnecessária (não querendo fazer de spoiler alert) a cena da luta no quarto de banho é disso exemplo, assim como a primeira de cena da fuga no hotel, é algo descabida na forma como nos é apresentada.
Mas, vale a pena ver. Não se dá o tempo por perdido, apenas se fica a partir de certa altura sem posição para estar na cadeira.
Depois, e gostando eu de cinema e tendo visto o filme em IMAX 3D, o desenho de som está bom, mas fica-se sem perceber que cópias andamos a comprar, já que o filme é projectado bastante tempo com barra superior e inferior, nas cenas da montanha o ecrã fica completo e depois volta ao “scope” que não é IMAX com certeza. A pensar, senhores da NOS.
Nós ficamos sem perceber com a aparição da esposa fantasma de Ethan Hunt se este será o último, se haverá mais uma sequela.
A guerra fria acabou, dizem, mas com os tempos que vivemos, há pano para mangas para histórias cuja missão será quem sabe impossível.

Publicada a 15-08-2018 por Francisco Zuzarte