Paula Rego é "nossa", o seu ADN é "tuga", independentemente de no mundo dos negócios da arte (que movimenta milhões") ser apresentada como "Portuguese-born British visual artist" e de ser "Dame"... ou seja, com um estatuto que a põe muito acima dos homens e um pouco abaixo dos deuses...
O mesmo aconteceu com a Helena Veira da Silva, "née portugaise, morte française"... Mas abaixo os chauvinismos culturais... e aproveitemos então este notável documentário, em hora nas nossas salas de cinema, para conhecer melhor a artista, a cidadã, a mulher, a esposa, a amante e a mãe que ela é...
É um risco tramado um filho (que usa o apelido inglês do pai) fazer um filme de 90 minutos sobre a sua mãe, que é hoje internacionalmente reconhecida como uma referência não só nas artes plásticas como na arte no feminino...
Porque as questões de género contam, e de que maneira, como contam outros determinantes psicossociais, a matriz sociocultural, a história de vida, o tempo e o lugar da artista...
Um documentário destes corre sempre o risco de roçar o "voyeurismo" e até de poder ser acusado de "hagiografia" ou até mesmo de descarado "marketing artístico"...
Dou os parabéns ao realizador que seguramente passou a conhecer melhor a sua mãe, e a exorcizar os seus próprios fantasmas, mas também teve o mérito de nos encher de orgulho ao ver este retrato a corpo inteiro de um grande portuguesa, de uma cidadã militante e de uma pintora genial..
Independentemente da "intemporalidade" da arte, a Paula Rego é também a artista capaz de abrir a caixa de Pandora e as portas e as janelas da casa dos bonecos e das bonecas, mas ambém dos fasntasmas e dos horrorres onde aprendemos a ser homens e mulheres nos anos de chumbo do Estado Novo... É uma grande sacerdotiza da arte, esta mulher, esta potuguesa... Tenho hoje uma visão mais integrada e ajustada da sua vida e da sua arte. Quatro estrelas, sem favor, para este documentário que, ele sim, é todo "British"...
O mesmo aconteceu com a Helena Veira da Silva, "née portugaise, morte française"... Mas abaixo os chauvinismos culturais... e aproveitemos então este notável documentário, em hora nas nossas salas de cinema, para conhecer melhor a artista, a cidadã, a mulher, a esposa, a amante e a mãe que ela é...
É um risco tramado um filho (que usa o apelido inglês do pai) fazer um filme de 90 minutos sobre a sua mãe, que é hoje internacionalmente reconhecida como uma referência não só nas artes plásticas como na arte no feminino...
Porque as questões de género contam, e de que maneira, como contam outros determinantes psicossociais, a matriz sociocultural, a história de vida, o tempo e o lugar da artista...
Um documentário destes corre sempre o risco de roçar o "voyeurismo" e até de poder ser acusado de "hagiografia" ou até mesmo de descarado "marketing artístico"...
Dou os parabéns ao realizador que seguramente passou a conhecer melhor a sua mãe, e a exorcizar os seus próprios fantasmas, mas também teve o mérito de nos encher de orgulho ao ver este retrato a corpo inteiro de um grande portuguesa, de uma cidadã militante e de uma pintora genial..
Independentemente da "intemporalidade" da arte, a Paula Rego é também a artista capaz de abrir a caixa de Pandora e as portas e as janelas da casa dos bonecos e das bonecas, mas ambém dos fasntasmas e dos horrorres onde aprendemos a ser homens e mulheres nos anos de chumbo do Estado Novo... É uma grande sacerdotiza da arte, esta mulher, esta potuguesa... Tenho hoje uma visão mais integrada e ajustada da sua vida e da sua arte. Quatro estrelas, sem favor, para este documentário que, ele sim, é todo "British"...