Cinecartaz

José Miguel Costa

1 estrela

"Os Belos Dias de Aranjuez" começa (bem) com uma impressionante Paris em 3D, como poucas vezes a vimos, vazia de pessoas, com o silêncio apenas a ser quebrado pela voz de Lou Reed no seu "A Perfect Day". A câmara em movimento vai-se dirigindo para o jardim de uma casa dos suburbios da cidade, no qual está sentado, junto a uma mesa, um casal ficticio (criado por um escritor que se encontra em pleno processo criativo). E a partir desse momento instala-se o tédio completo, com a (não) acção a resumir-se a um diálogo pseudo-intelectual entre estes dois personagens (que não são minimamente desenvolvidos), naquele espaço fisico diminuto e durante 97 longos minutos. God! Que texto mais desinteressante e inócuo!

Como é que o Wim Wenders se atreveu a pensar que seria necessário tão pouco para resultar num filme?

Publicada a 27-12-2016 por José Miguel Costa