Até visionar "As Pontes de Madison County" (1995) não nutria qualquer simpatia pelo Clint Eastwood (inclusive, ele tinha o dom de irritar-me), mas com este filme deixou-me balançado. Todavia, como "uma andorinha não faz a primavera", não mudei por aí além a (má) opinião em relação ao mesmo, tanto mais que nos anos seguintes realizou mais uma série de filmes dos quais "não reza a história". Mas a partir de Mystic River (2003) o senhor parece que teve uma epifania artística (quem disse que "burro velho não aprende línguas"?) e, de enfiada, brinda-nos com uma série de obras primas indiscutíveis, nomeadamente, Million Dolar Baby (2004), Letter From Iwo Jima (2006) e Gran Torino (2008). Com tal "reabilitação" "dei a mão à palmatória", e confesso que passei a considerá-lo um realizador de culto.
Após esta leva de filmes parece ter passado a dar primazia às biografias (e voltou a perder a pujança), tendo começado em 2009 com Invictus (sobre o Nelson Mandela), a que se seguiu, em 2014, J. Edgar (cuja única mais valia residiu na excelente interpretação do Leonardo Di Capri), Jersey Boys (um desinteressante musical sobre uma banda rock dos anos 60) e American Sniper (um bacoco elogio nacionalista ao sniper que mais "inimigos americanos" matou ao serviço da pátria).
Deste modo, o meu interesse em relação ao senhor voltou a esvair-se, agudizando-se o meu sentimento negativo para consigo por questões de índole não artística - dado ser um republicano ultra conservador. Deste modo, é com convicção que não irei ver o Milagre no Rio Hudson porque, além de tratar-se de mais uma historieta sem interesse de um pseudo-herói americano, é protagonizado por um actor amorfo e injustamente sobrevalorizado (Tom Hanks).
Após esta leva de filmes parece ter passado a dar primazia às biografias (e voltou a perder a pujança), tendo começado em 2009 com Invictus (sobre o Nelson Mandela), a que se seguiu, em 2014, J. Edgar (cuja única mais valia residiu na excelente interpretação do Leonardo Di Capri), Jersey Boys (um desinteressante musical sobre uma banda rock dos anos 60) e American Sniper (um bacoco elogio nacionalista ao sniper que mais "inimigos americanos" matou ao serviço da pátria).
Deste modo, o meu interesse em relação ao senhor voltou a esvair-se, agudizando-se o meu sentimento negativo para consigo por questões de índole não artística - dado ser um republicano ultra conservador. Deste modo, é com convicção que não irei ver o Milagre no Rio Hudson porque, além de tratar-se de mais uma historieta sem interesse de um pseudo-herói americano, é protagonizado por um actor amorfo e injustamente sobrevalorizado (Tom Hanks).