Cinecartaz

Francisco Zuzarte

Tecnologias

Perdido em Marte podia ser um filme chato. Mas a forma como nos é apresentado, através de uma montagem inteligente, torna-o num filme inteligente e com ritmo. Para quem tem alguns anos e viu 2001 Odisseia no Espaço, há algumas semelhanças na nave espacial, na cena do ginásio e nos longos passeios que Mark Watney (Matt Damon) faz para preparar a sua sobrevivência ou morte já que Marte não fica ali ao virar da esquina.
Por outro lado é preciso lembrar que Riddley Scott fez também tal como Kubrick um filme de culto, Blade Runner. Havia por isso alguma expectativa que não saiu defraudada, com exceção de uma cena à Buzz Lightyear que não estraga o filme mas que era tão desnecessária no modus operandum quanto a cena final de Abismo de James Cameron.
É um filme a ver com a calma que merece com muitos momentos de um humor umas vezes subtil, outras direto, tal como o Naufrago de Zemeckis, com as devidas diferenças. Tom Hanks falava em voz alta alta para ele próprio enquanto Matt Damon fala para um registo de log. Tecnologia.

Publicada a 08-10-2015 por Francisco Zuzarte