Uma sóbria, rigorosa e, por vezes, comovente abordagem à filosofia no feminino. Hannah Arendt, a judia de nascimento mas alemã de crescimento, a mulher apaixonada e a filósofa incapaz de assistir ao Percurso do Espírito (ainda que sob a forma do horror) sem procurar entendê-lo, ou seja pensá-lo. A coragem do distanciamento emocional que a racionalidade exige, face à dimensão algumas vezes irracional que a vivência e a proximidade temporal dos acontecimentos provoca. Interpretações excelentes. Um belo filme.
Maria Gomes