Cinecartaz

EC

Um comum mortal

Para todos aqueles críticos que dizem que vêem coisas no filme que "o comum dos mortais" não vê, aconselho-os a ler a entrevista do realizador dada ao Público. Felizmente, um realizador que também é "um comum mortal". Eis um exemplo.

Pergunta: "Há uma cena, a do monólogo do homem que vem à procura de palinka [aguardente húngara], que tanto parece aludir a Nietzsche ["não há bem nem mal", "não há deus nem deuses"] como, difusamente, a um estado político ["adquirir e degradar, degradar e adquirir"]. É fácil encontrar um sentido político para o monólogo..."

Resposta: "É só conversa de bêbedo. Foi Laszlo [Krasznahorkai] que escreveu o monólogo, e é o tipo de filosofia que podemos ouvir se entrarmos num bar ou num café. Há sempre um tipo a dizer coisas destas para quem o quiser ouvir."

Publicada a 22-07-2012 por EC