Cinecartaz

Nazaré

Asqueroso voyeurismo, mas não é mau de todo

Michael Fassbender é excelente. Carey Mulligan é brilhante (e a versão que ela canta do tema de New York, New York, preparada por Stephen Oremus, é um momento fantástico deste filme). Há aqui muitas coisas interessantes sobre os dois irmãos psicologicamente perturbados. Mas o título... é bastante difícil compreendê-lo, a não ser como um complemento que "explica" este filme que fala sem palavras e tende a frustrar-nos. Diria que foi mais um projecto ousado do inglês Steve McQueen (depois de "Hunger", com o mesmo Fassbender), mas resvala o pretensioso e está recheado dum voyeurismo que não me agrada.

Publicada a 25-03-2012 por Nazaré