O incrivelmente bom e o incrivelmente mau coabitam nesta fita. Bom pelo retrato duma inocência recuperada, duma salvação do apodrecimento rotineiro, que é causado por um certo Idrissa que quer ir para a outra margem do canal - sentimos os corações daquela gente a bater, pela janela da verdade que são os olhos, maravilhosamente filmados. Mau pelo amadorismo de inúmeras cenas, com diálogos mal engendrados e momentos de má direcção de actores. É pena, mas vale pela beleza dos sentimentos e da mensagem de esperança que, antes de tudo, perpassa estas personagens - e que, depois, pode chegar até nós.
Nazaré