Cinecartaz

Miguel Costa

Um contágio pouco virulento ...

Por norma não sou fã de "filmes-catástrofe", dado estes darem primazia aos efeitos especiais e relegarem para último plano o argumento (quase sempre básico e linear - com o inevitável herói americano, que acaba por conseguir salvar tudo e todos mesmo no último minuto). O Soderberg deve partilhar da minha opinião (piada!), e como tal tentou fazer um filme que fosse a antítese de tudo isto (sendo que para o efeito tentou - e bem - não explorar tanto as consequências da catástrofe, mas antes investigar as suas causas; mostrar que dentro das grandes corporações não existem apenas "maus", pois estas também integram indivíduos altruístas, que acabam por ser os heróis anónimos...). Todavia, exagerou um pouco na "dose", e ao fugir dos estereótipos deste género cinematográfico, acabou por dar-nos um "produto" com pouca "alma" (especialmente, nas cenas em que o vírus já se havia propagado de tal forma que se transformara numa epidemia com milhões de mortos).
Em definitivo, uma das suas obras menores...

Publicada a 16-12-2011 por Miguel Costa