Cinecartaz

Paulo B

vinte e três anos depois...

Já lá vão 23 anos, quase. Na altura comoveu-me bastante, foi daqueles filmes capazes de transformar uma pessoa ou de pelo menos durante algum tempo não o tirar dos pensamentos, de tão belo e comovente que foi.
Poucos meses depois do filme ser lançado, foi editado um CD de poemas do Pablo Neruda (coisa rara, CDs com poesia!!) declamado por pessoas como, imaginem…. STING, MERYL STREEP, GLENN CLOSE, and so and so on… acompanhados pela banda sonora do filme, igualmente belíssima.
O filme não estaria destinado a ter muito sucesso: coprodução europeia, atores europeus, realizador inglês desconhecido (e que nunca mais se ouviu falar nele: Michael Radford), no entanto distribuído pela Hollywoodesca MIRAMAX - agora caída em situações mais amargas, devido aos escândalos sexuais de um dos fundadores, Harvey Weinstein - tornando-se bastante popular e “comercial” na época. Depois de o ver fiquei com vontade de conhecer a realidade chilena e os motivos do exílio do poeta e ainda li, maravilhado, o livro “confesso que vivi”, a autobiografia de Pablo Neruda.
O filme provocou-me tudo isto.


Publicada a 05-04-2019 por Paulo B