Cinecartaz

Catarina

Da (in)capacidade crítica do espectador (?)

Um filme notável. Sente-se o respeito, respira-se o labor de amor pelo tema e por aquelas pessoas. E como pode alguém que não se deu ao trabalho de ir ver o filme dar-se ao trabalho de vir aqui deixar um “crítica”(?) que considera que o tema é redutor? E que “estranha” a votação dos críticos? Por muita comoção adulatória que lhe cause a lembrança de Salazar ver o filme por certo lhe temperaria os ímpetos, acalmaria os ânimos. Ao longo dos 97 minutos que dura perceberia, se por acaso a vida ainda não se encarregou de lhe ensinar, que a economia, a finança, a cátedra não existem no vazio, meras fórmulas nas cabeças de espíritos “brilhantes” e mentes “iluminadas”, representações ocas de sentido porque dissociadas do elemento humano. Perceberia como o ser humano e a sua integridade não têm preço. E como a inteligência vale tão poucochinho sem humanidade.

Publicada a 11-05-2011 por Catarina