Cinecartaz

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A fogueira das vaidades

Qual é a calma supostamente genial da realização, a que muita gente associará a um tédio profundo? Um filme hermético, demasiado abstracto, sem lógica narrativa, pseudo-zen. É bom que o talento de Apichatpong Weerasethakul não se transforme em vaidade. O cinema asiático tem nos oferecido as mais belas imagens cinematográficas dos últimos anos e é de uma contenção e de uma sensibilidade raras, conseguindo através de uma economia de palavras dizer o que muitos precisam de 2 horas de fita. Contudo, este filme é a excepção. Uma desilusão. A única sequência que nos faz ficar presos até ao final é a da princesa. Se querem ver um bom filme asiático em cartaz recomendo “Poesia”. Infinitamente belo.

Publicada a 31-03-2011 por HQ