Cinecartaz

Fernando Costa

Saw nº6

A série de terror e de tortura “Saw” continua mesmo com Jigsaw morto. O programa já o conhecemos desde o primeiro capítulo: cada filme é (são) um (vários) jogo(s) de morte, mas a “surpresa” do capitulo inicial, a ausência de motivo e de identidade do planeador do jogo perderam-se e tornam cada filme adicional menos interessante. “Saw VI” escreve na parede o motivo da origem do mal (já o sabíamos) e não traz nada de novo: propõem a repetição do mesmo tipo de jogos (com pequenas variações no mecanismo de morte escolhido e nos jogos proposto mas é tudo basicamente igual) e “gore” quanto baste. O editor da série é agora o realizador e “Saw VI” não é bom cinema de terror. Uma nota pessoal se me permitem. Tendo sido no passado um fervoroso adepto do cinema de terror ainda me lembro de consumir avidamente não só os clássicos que conseguia encontrar mas todas as “grandes” franchises dos 80 desde Halloween (iniciada com o clássico dos anos 70, o pai de todos os “slashers” e um dos mais rentáveis filmes do cinema independente de sempre), “Sexta-feira 13”, “Poltergeist” , “O Pesadelo em Elm Street”, “Fogo Maldito”, “Child’s Play”, entre outros… Percebo que “Saw” possa cumprir esse papel em relação às novas gerações mas não consigo de deixar de pensar que todos os títulos que referi eram bastante mais assustadores e sentiam-se menos calculados. Para fãs da série e deste tipo particular de filmes de terror deixamos a abrir o apetite referência ao jogo mais bem conseguido do filme: o carrossel. Para quem procura bom cinema deve manter-se afastado embora se tenha de dizer que mesmo com todos os seus defeitos o filme é tão pouco pretensioso que consegue ser melhor que a nova versão de “O Pesadelo em Elm Street”…. Por décimas é certo… 0,75/5.

Publicada a 16-08-2010 por Fernando Costa