Cinecartaz

Sónia Oliveira

The closest

Mais perto era impossível. Mais real era impossível. Mais dramático era impossível. Mais frio era impossível. Só se conclui o que sempre se conclui neste tipo de filmes, que nos fazem ver a realidade bestial e amorfa que há no amor - vale tudo e nada tem de ter uma explicação possível. É assim porque é, porque se sente e porque nunca, nunca se compreende. Para mim, muito mais que em "Erin Brockovich"- a Julia Roberts tem o papel da sua vida. O Jude Law é o mais comum dos homens, ao contrário do eterno galã (que na verdade é...), que sofre e faz sofrer. Já para não falar na Natalie Portman, que é simplesmente magnífica. De qualquer modo, para mim quem mais se enleva é Clive Owen, que dá, a meu ver, o real drama a este filme. Quem mais ganha é o espectador que o conseguir ver. Impossível não gostar.

Publicada a 01-03-2005 por Sónia Oliveira