Cinecartaz

Senhora das estrelas

Podem ser só palavras...

Podem ser só palavras, mas estas tornam-se nas estrelas e fazem as estrelas deste filme. Desde a primeira cena, na qual o cabelo vermelho de Alice, que afinal não é Alice, uma estranha e sempre uma estranha para o espectador, parece brilhar com uma qualquer força interior, desde esta primeira cena que senti que este não ía ser um filme vulgar. Os diálogos são a base de tudo quanto vemos. Aliás, o que vemos é magistralmente mostrado. Como se estivessemos sempre em cima de cada uma das personagens. A sensação de peça de teatro é imensa, realçando-se pela ausência de música de fundo na maior parte das cenas. O silêncio é sepulcral, porque a música é cada uma das palavras ditas. Dos actores, confesso a minha feminina predilecção pelo Jude law, que fazer? Rendi-me há muito. No entanto, há que dizer que o secundário Clive me arrancou mais do que uma sensação da alma... odiei-o e adorei-o.

O Jude, tal como a super-estrela Julia, enchem o ecrã de uma forma inigualável, nem precisam representar. Mas, para mim, este filme não seria o que é sem a fabulosa Natalie Portman. Dei comigo a querer ser ela, pela força e pela vulnerabilidade. Por tudo... De uma forma exagerada, este filme retrata a realidade do amor e da busca constante pela felicidade. Creio que cada um de nós se vai rever, numa cena qualquer, numa lágrima qualquer, num grito qualquer, numa palavra qualquer. Simplesmente imperdível...

Publicada a 30-01-2005 por Senhora das estrelas