ficha do filme
 
Má Educação
Título original: La Mala Educación
De: Pedro Almodóvar
Com: Fele Martínez, Gael García Bernal, Javier Cámara
Classificacao: M/16
 
Estúdios: El Deseo S.A.
ESP, 2004, Cores, 105 min.

 



Recomendado
pelo Cinecartaz

argumento
É a história de dois rapazes, Ignacio e Enrique, em duas épocas diferentes: a Espanha franquista dos anos 60 e a Espanha livre da "movida" dos anos 80. Os dois rapazes conhecem o amor, o cinema e o medo num colégio religioso. O padre Manolo, director do colégio e professor de literatura, é testemunha e faz parte de alguns destes acontecimentos. O amor entre os dois rapazes vai ser interrompido, mas os três voltam a encontrar-se mais duas vezes. Uma delas será nos anos 80, quando Ignacio, agora jovem actor que sonha ser estrela, aparece no escritório de Enrique, agora cineasta, com um guião que conta a história de ambos. Esses reencontros marcam a vida e morte dos três personagens. "Má Educação" é o novo filme de Pedro Almodóvar e foi o filme de abertura do Festival de Cannes de 2004.

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3,8


total de 426 votantes
o voto dos críticos
  Luís Miguel Oliveira    Kathleen Gomes 
  Vasco Câmara    Mário Jorge Torres 
a crítica dos nossos críticos
 

25-05-2004
Vasco Câmara

Pedro Almodóvar, o pior é o melhor dele
 

Há padres pedófilos, cineastas, travestis, assassinos, mas é falsear tudo querer distinguir vítimas de carrascos. Todos eles, num momento ou noutro, estão de um lado ou de outro, entregues à paixão - isso une-os. Em "La Mala Educación" todos (quase todos, sem abrir demasiado o jogo...) têm um olhar que pode denunciar culpa, mas onde ganha com vantagem (e produzindo efeitos nefastos) a lei do desejo.

   
 
 

25-05-2004
Mário Jorge Torres

As leis do desejo
 

Depois da perfeição de "Tudo Sobre a Minha Mãe" (1999), muitos se interrogaram sobre que caminho tomaria a obra de Pedro Almodóvar, por onde poderia ele escapar á repetição e à fórmula, ainda que genialmente exposta. "Fala com Ela" (2002) respondeu apenas parcialmente às magnas questões: o cineasta aparecia em fuga para a frente, com o filme dentro do filme, numa reflexão sobre a morte, o "amour fou" e a ressurreição, que se esgotava no próprio projecto.

   
 
 
a crítica dos nossos leitores
 

02-09-2004
Gonçalo Pereira

Não havia necessidade
 

O realizador era um bom realizador. Fui ver o filme e, infelizmente, achei extremamente violentas algumas das cenas. Não era necessário ser tão explícito para dar a ideia de romance homossexual. Não concordo com a classificação do filme (M16). Deveria ser M18 com aviso de conteúdos pornográficos. Assim escusava de ter pago o bilhete e de sair a meio do filme. Se o Almodóvar pretendia realizar porno homossexual, não deveria utilizar a fama ganha noutros filmes de qualidade para o fazer. E não deveria ter colocado crianças a fazer cenas daquelas. Saí do cinema enojado, desapontado e indignado. Não considerem isto ser intolerante relativamente à homossexualidade. Tolerar não significa gostar ou...

   
 
 
   
 
 
 
 
 
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