Estúdios: Warner Brothers EUA/JAP/NZ, 2003, Cores, 144 min.
argumento
O Capitão Nathan Algren (Tom Cruise) é um homem que entrou numa espiral de auto-destruição. As batalhas que travou no passado, pelas quais arriscou a sua vida, parecem agora fúteis e distantes. Os interesses substituíram a honra, o sacrifício e a coragem.
Num país muito distante - o Japão - um outro soldado vê também a sua vida a desmoronar-se. O seu nome é Katsumoto, o último de uma antiga linhagem de guerreiros, os samurais, que dedicaram as suas vidas a servir o imperador e o país.
Os caminhos destes dois guerreiros cruzam-se quando o jovem imperador do Japão contrata Algren para treinar um novo exército e erradicar os samurais. Algren vai ficar encurralado entre dois mundos e duas eras. Ao mesmo tempo que quer cumprir a sua missão, os samurais impressionam-no e ele deixa-se influenciar pelos seus princípios, tão semelhantes àqueles que o guiaram na sua juventude. Só o seu sentido de honra o poderá guiar.PUBLICO.PT
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prémios e distinções
ÓSCARES 2004 (nomeações)Actor Secundário (Ken Watanabe)
Direcção Artística (Lilly Kilvert)
Guarda-Roupa (Ngila Dickson)
Mistura Sonora (Andy Nelson, Anna Behlmer e Jeff Wexler)
Como já acontecia em "Tempo de Glória", do mesmo Edward Zwick, percorre este veículo para a versatilidade de Tom Cruise um sopro épico que, se se articula bem com o "pastiche" do filme-de-samurais, resulta por vezes algo pomposo e vazio. No entanto, mais do que as grandes cenas de batalha, repletas de efeitos, ficam-nos na retina as sequências mais intimistas do contacto com os costumes ancestrais do Japão, na aldeia, para além da grande emoção dos olhares, das cumplicidades e o mistério da iniciação do Ocidente no conhecimento do Oriente.
Há várias coisas simpáticas em Edward Zwick. Uma delas é o seu gosto pelo filme de guerra ("Glory", "Coragem Debaixo de Fogo") e pela abordagem da instituição militar. "O Último Samurai", aparentemente, também se aproxima disso. Mas aí entra em cena a coisa mais antipática de Zwick: uma propensão para o "épico" que ele é melhor a sonhar do que a concretizar. O resultado é natural: "O Último Samurai" é melhor quando é "intimista", quando não se passa nada (as cenas no Shangri-La que é a pequena aldeia dos samurais), do que quando é suposto ser empolgante - a parte final é mesmo enfadonha, e arrisca-se a destruir o capital de simpatia que a hora e meia anterior conseguira gerar.
Edward Zwick confessou que gosta do século XIX. Não seria preciso dizê-lo, bastaria ver "Glory" (1989), em que Matthew Broderick comandava a primeira companhia formada por negros durante a Guerra Civil Americana, bastaria ver "Legends of the Fall" (1994) e agora "O Último Samurai", em que Tom Cruise (capitão Nathan Algreen) é um dos despojos do expansionismo americano (vive assombrado pelo massacre de uma tribo Sioux), que, em 1876, é contratado para treinar forças japonesas - para as iniciar às artes da artilharia e de caminho derrotar os samurais que se revoltaram, desafiando com as suas espadas quem antes serviam (o Imperador), contra a abertura do Japão tradicional ao Ocidente.
Primeiro que tudo esperei algum tempo para ver este filme. Estava muito curiosa, já que eram muitas as críticas a este filme, maioritariamente positivas. Logo que ele estreou fui vê-lo. Adorei, por vários aspectos: Primeiro, o argumento está muito bem elaborado, é um filme que tem muito conteúdo, não é fútil. Por um lado, retrata um acontecimento histórico que marcou muito a realidade desse país, por outro demonstra a evolução psicológica da personagem de Tom Cruise, que aprende a respeitar e sobretudo a admirar a cultura dos samurais e que, através desta cultura, consegue encontrar a paz e o sentido da vida há tanto perdido. Se estes aspectos já tornam o filme excelente, os efeitos especiais...