Estúdios: American Zoetrope, Element Films EUA, 2003, Cores, 105 min.
Recomendado
pelo Cinecartaz
argumento
Bob Harris (Bill Murray) e Charlotte (Scarlett Johansson) são dois americanos em Tóquio. Bob é uma estrela de cinema, que já perdeu o brilho de outrora e está a atravessar uma crise de meia-idade, e que chega à cidade para gravar um anúncio a um whisky. Charlotte é uma jovem que anda a reboque do seu marido, um fotógrafo viciado no trabalho (Giovanni Ribisi).
Os caminhos de Bob e Charlotte cruzam-se, uma noite de insónia, no luxuoso bar do hotel. Este encontro, patrocinado pelo acaso, torna-se rapidamente numa surpreendente amizade. Bob e Charlotte aventuram-se por Tóquio, tendo por vezes encontros hilariantes com os seus habitantes para, finalmente, descobrirem uma nova crença nas possibilidades da vida. "Lost in Translation - O Amor é um Lugar Estranho" é o segundo filme de Sofia Coppola.PUBLICO.PT
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prémios e distinções
ÓSCARES 2004 (nomeações)Melhor Filme (Ross Katz e Sofia Coppola)
Actor Principal (Bill Murray)
Realização (Sofia Coppola)
Argumento Original (Sofia Coppola)
É no alto que eles se encontram, com a cidade a piscar em fundo. Tóquio: metrópole electrificada, arranha-céus, o céu não é o limite. Tóquio e não Nova Iorque, apesar de eventuais semelhanças: mesmo sendo um espaço que fez a sua americanização a galope, um americano sente-se, em Tóquio, "lost in translation".
Variação rarefeita sobre "Breve Encontro", de David Lean, o segundo filme de Sofia Coppola vai construindo com a máxima sabedoria, e a beleza das coisas simples, um discurso sobre a perda e o isolamento, ao mesmo tempo que analisa os sinais mínimos do cansaço e da incomunicabilidade. A inscrição num mundo à parte - o Japão como marca do outro, irredutível a uma "tradução" de circunstância -, o filme transporta essa irredutibilidade para as figuras dos americanos perdidos na sua própria fraqueza, a de se sentirem mais humanos e mais ausentes, sem rede e sem possibilidade de amar. Minimalista história de amor, sem remédio nem saída, atinge na meia hora final as portas do sublime, com a renúncia a colocar-se paredes meias com a exposição do ser. E a personagem de Bill Murray, prodigioso acerto de "casting", concilia a falha "clownesca" do desenraizamento absoluto com a capacidade de interiorizar a perda e a sobrevivência. Uma obra-prima indispensável.
Estreava no incio de 2004 uns dos melhores filmes de sempre na História do Cinema: "Lost in Translation". Passou um ano e muitas são as vezes que o recordo. L"Lost in Translation" é poderoso pela sua maturidade, beleza e principalmente pelo seu enormíssimo coração! Bill Murray genial e Scarlett Johansson divinal.Uma extraordinária lição de amor e de vida em que o vazio sentimental é vencido. Para recordar... sempre!