Estúdios: Alliance Atlantis Communications, United Broadcasting Inc. CAN/EUA, 2002, Cores, 120 min.
Recomendado
pelo Cinecartaz
argumento
"Bowling for Columbine" é um inquérito, devastador e cáustico, sobre o estado da nação, a cultura do medo e a psicose das armas nos Estados Unidos. Porque é que morrem cerca de onze mil pessoas por ano no país por causa de armas de fogo é o mote deste documentário, construído a partir da tragédia do liceu de Columbine, em que dois adolescentes massacraram a tiro 13 pessoas e depois se suicidaram.
Não é, no entanto, um documentário sobre o controlo de armas, mas sim um filme que coloca a questão do porquê da situação dos EUA e da psicose americana em relação às armas. Moore pergunta-se porque será que no Canadá, onde a comercialização de armas também é livre, existem menos crimes com armas de fogo. Mas não cai na facilidade e no simplismo redutor de atribuir culpas a jogos de computador ou grupos de música, porque essa é uma justificação tão válida como atribuir a tragédia de Columbine ao "bowling", que os dois adolescentes jogaram antes de cometerem o massacre.
O filme foi o primeiro documentário a integrar, nos últimos 46 anos, a competição oficial do Festival de Cannes, onde foi distinguido com o Prémio do 55º Aniversário. PUBLICO.PT
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prémios e distinções
Nomeações para os Óscares 2003Melhor Documentário em Longa-metragem - Michael Moore e Michael Donovan Esta é a primeira nomeação tanto de Michael Moore como de Michael Donovan.
Um realizador aponta a câmara ao seu país e expõe a psicose colectiva de uma nação. Antes de "Fahrenheit 9/11" houve "Bowling for Columbine", a América e as armas segundo o "guerrilheiro" Michael Moore.
É tanto um documentário como um B52 é uma arma de defesa - é mas é um filme político, um filme de combate, um filme-bombardeiro (percebe-se a referência a Churchill?).
"Porque a América tem uma História de violência, desde os índios e cowboys, etc…" É assim, como quem proclama uma fatalidade, que os americanos explicam porque é que todos os anos o número de mortes provocadas por armas de fogo no seu país é superior ao do Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha e Japão – todos somados.
Fui ver este documentário tomada por uma imensa vontade de compreender de forma bem mais sustentada o lado mais obscuro e menos brilhante do mito americano. De encontrar as contradições de uma política que tanto enlouquece a paciência de qualquer auto-intitulado pacifista e liberal. Afinal, quantos de nós, no 11 de Setembro, não nos sentimos secretamente vingados no nosso sentimento de inferioridade, numa espécie de cruzada bélica que não podemos assumir? Claro que poderia discorrer sobre o ego exacerbado dos americanos, da sua mentalidade simplista e irreflectida de julgar e actuar, das teorias da conspiração, da mania da perseguição, no modo irritante como se consideram os justiceiros de um...