Adaptação livre do romance "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco, o segundo filme de Mário Barroso conta a trágica e apaixonante história de Simão Botelho.
Simão é um adolescente, infantil, solitário, intransigente, narcisista, destrutivo e suicida, que atrai como uma aura fatal todas as pessoas com quem se cruza. E Teresa existirá ou será apenas uma aparição, uma imagem na cabeça de Simão? Um pretexto para uma revolta amoral e violenta, para um amor de perdição?PÚBLICO
O que falta a "Um Amor de Perdição" para que se eleve de um bom filme, bem contado e organizado, a uma tragédia contemporânea de amores contrariados? Aquilo que o romance de Camilo tem de sobra: paixão, desregramento, desmesura.
Este filme transborda de clichés, de diálogos mal escritos, de cenas inverosímeis, ridículas e sem sentido. Esta adaptação da obra de Camilo aparenta ter sido escrita por um adolescente. Não por um qualquer adolescente. Mas por um adolescente especialmente imberbe.
Como é possível que no séc. XXI ainda se realizem filmes destes? Como é possível que o Sr. Paulo Branco ainda produza e o Ministério da Cultura ainda subsidie filmes destes? Este filme é mais do que um desperdício de dinheiros públicos. Ele tem o potencial de ser uma poderosa vacina (mais uma) contra o cinema português aplicada aos apreciadores de cinema. A maioria das pessoas, se caírem no erro de irem ver este filme, não vão querer...