História da mítica diva do fado, desde a sua infância, a precoce separação dos pais, a indiferença da mãe, a morte da irmã Aninhas e a relação com a irmã Celeste, até aos primeiros passos como fadista e à sua consagração. A sua primeira paixão com o guitarrista Francisco Cruz e a ruptura do primeiro casamento, a relação com o playboy Eduardo Ricciardi, que se envergonha das origens plebeias da fadista, e a admiração do banqueiro Ricardo Espírito Santo, o homem que Amália (Sandra Barata Belo) primeiro recusa e depois acredita que pode ser aquele que a salvará do triste fado dos seus desamores, mas que morre inesperadamente, tornando-se em mais um espinho da sua vida. Uma vida marcada pelo sucesso, pela conquista dos palcos nacionais e estrangeiros, desde o Olympia francês até ao Coliseu no pós-25 de Abril, mas também cheia de tragédia: as traições, a doença, a presença constante da morte.PÚBLICO
Com este filme vemos Amália bem de perto e compreendemos a grande alma que estava por dentro daquele canto. Muito bem concebido, tem um acabamento que "nem parece de filme português", as principais actrizes (Sandra Barata e Carla Chambel) são bem dirigidas: está ganha a aposta de homenagear a vida e a memória de Amália num filme condigno.
E se vale a pena ir vê-lo! É contado como um flashback, regressando continuamente à noite de 1984, em Nova Iorque, onde Amália esteve para suicidar-se. E acaba onde começa, no lendário espectáculo do Coliseu de Lisboa em 1974, quando ela parecia estar a servir de "refeição" aos antifascistas da nova hora. Preenche-se com uma narrativa elegante e com excelente...